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Passageiros abusivos podem ser blacklistados de todas as companhias aéreas

Governo avalia criar lista nacional de banidos para compartilhar dados entre companhias, restringindo voos de passageiros disruptivos, sem alterar leis atuais

Getty Images A man in a red jumper sits with his head in his hand at a bank of airport teminal seats.
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  • Governo propõe criar uma lista negra nacional para passageiros abusivos, permitindo que todas as companhias aéreas reconheçam e restrinjam voos de indivíduos disruptivos.
  • Sistema envolveria compartilhamento de informações entre companhias e possível bloqueio de embarque, sem necessidade de mudanças legais imediatas.
  • A ideia ainda depende de discussões com as airlines e avaliação de como funcionaria sob regras de proteção de dados e GDPR.
  • Empresas do setor apoiam a medida como forma de reduzir incidentes graves a bordo, especialmente nos períodos de maior movimento.
  • Casos recentes incluíram prisões e banimentos de passageiros por comportamentos violentos, com críticas à interrupção de voos e à segurança de tripulação e passageiros.

O governo propõe que passageiros abusivos sejam incluídos em uma lista negra nacional, impedindo que voltem a viajar em qualquer companhia aérea. A ideia envolve compartilhamento de informações entre as empresas para restringir o acesso a voos. A medida não altera a lei atual, mas depende de como seria aplicada diante das regras de proteção de dados.

O Ministério dos Transportes pretende realizar encontros com as cias. aéreas ainda neste mês para discutir o funcionamento do sistema. A ideia é criar um banco de dados gerido de forma cooperativa entre o governo e a indústria, com regras claras sobre quem entra na lista.

A iniciativa surge em meio a períodos de maior turbulência no verão, quando comportamentos problemáticos aumentam. Atualmente, uma pessoa banida por uma empresa pode tentar embarcar com outra companhia.

Proposta em estudo

Autoridades destacam que o objetivo é coibir condutas que coloquem em risco passageiros e tripulação, especialmente em voos com alta demanda. A proposta não requer mudanças legais imediatas, mas levanta dúvidas sobre a aplicação de proteções de dados.

Especialistas apontam que, sob as regras atuais, a partilha de dados entre empresas não é permitida sem um arcabouço permitido, o que precisa ser definido. O governo trabalha para equilibrar segurança com direitos dos passageiros.

Agências reguladoras e a indústria têm enfatizado a necessidade de ações firmes contra casos persistentes de perturbação a bordo, para reduzir impactos em viagens e operações.

Casos que evidenciam a gravidade

Em abril, um passageiro alcoolizado de 61 anos provocou a interrupção de uma aterrissagem de um voo Ryanair desde Cracóvia, levando a prisão do homem por 10 meses. O episódio gerou condenação pela gravidade do comportamento.

Em fevereiro, a Jet2 baniu dois passageiros de forma vitalícia após uma briga a bordo entre Turquia e Manchester, que provocou uma aterrissagem de emergência em Bruxelas e prisões por agressão.

A Airlines UK recebeu a proposta com endorsement da indústria, afirmando que medidas adicionais para os casos mais graves ajudam a evitar que uma minoria perturbe o restante do público.

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