- A Polícia brasileira identificou o homem considerado o organizador do roubo de obras de Matisse na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, ocorrido em dezembro de 2025.
- Segundo as investigações, Laéssio Rodrigues de Oliveira Silva coordenou a operação, com apoio de intermediários, e já tem histórico de furtos de obras raras.
- Entre as obras levadas estão oito gravuras de Matisse, do conjunto Jazz (1947), além de cinco ilustrações de Cândido Portinari.
- Dois homens armados invadiram a biblioteca, renderam uma segurança e um casal idoso e fugiram a pé em direção a uma estação de metrô; um dos suspeitos foi preso, e o caso permanece em aberto com as obras não recuperadas.
- Rodrigues de Oliveira Silva está preso desde abril, após supostamente tentar subornar um vigilante de outro órgão; autoridades ligam o caso a uma série de furtos envolvendo bibliotecas e museus.
A polícia brasileira informou ter identificado o provável organizador do roubo de oito obras de Henri Matisse na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. O crime ocorreu em dezembro de 2025, durante a apresentação da exposição From Book to Museum, realizada em parceria com o MAM SP. A operação envolveu invasão de dois homens armados que renderam um segurança e um casal idoso, levando obras expostas antes de fugirem a pé em direção a uma estação de metrô.
Segundo as investigações, Laéssio Rodrigues de Oliveira Silva é apontado como o suposto responsável por planejar o furto, contando com uma rede de intermediários. A apuração amplia o núcleo de suspeitos, com a prisão de Carlos Leandro Ferreira da Silva e de Regiane Rodrigues da Silva, apontados como intermediários entre o organizador e os executores. Um dos atiradores permanece foragido.
Rodrigues de Oliveira Silva já estava sob custódia desde abril, após uma tentativa de suborno a um vigilante do Rui Barbosa Institute, no Rio de Janeiro, ligada a outra articulação criminosa. A polícia aponta que o modo de atuação do suspeito se repete em antecedentes. Em 1998, ele foi condenado por furtos de publicações raras em bibliotecas nacionais, com ligações a novas ocorrências em outras instituições.
Durante a investigação, foi localizada uma mensagem de voz no celular do suspeito, em que ele se autodenomina “especialista em livros raros” e afirma distribuir obras pelo mundo. Em seguida, admite estar migrando para o comércio de arte. As obras subtraídas, incluindo eight Matisse do Jazz (1947) e cinco ilustrações de Portinari, continuam desaparecidas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar as obras roubadas e identificar todos os envolvidos. Até o momento, nenhum objeto foi recuperado e o inquérito permanece em andamento. A defesa não foi formalmente apresentada em nota pública.
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