- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que setores da extrema direita nos Estados Unidos estão coordenando ações com grupos domésticos para atacar seu governo.
- A declaração marca uma escalada no tom contra o principal parceiro comercial do país, com Sheinbaum citando possível interferência de agências governamentais americanas e de interesses empresariais dos EUA.
- Ela afirmou não acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteja coordenando os ataques.
- As tensões entre os dois países se intensificaram após denúncias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra dez autoridades mexicanas, incluindo o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya.
- O Congresso mexicano aprovou uma emenda constitucional que permite a anulação de eleições em caso de interferência estrangeira; a popularidade de Sheinbaum manteve-se em 69%.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (1º) que setores da extrema direita dos Estados Unidos estariam coordenando ações com grupos domésticos para atacar seu governo. A declaração aponta para uma escalada da retórica contra o principal parceiro comercial do México. O episódio ocorreu após declarações feitas em um evento no fim de semana.
Sheinbaum citou suposta interferência de agências governamentais americanas e de interesses empresariais dos EUA, sem detalhar nomes ou provas. Em entrevista coletiva, a chefe de Estado indicou que a postura tem como base diferenças ideológicas entre lados divergentes, mas disse não acreditar que haja coordenação direta com o presidente americano.
As relações entre México e EUA já enfrentavam tensões desde o início do segundo mandato de Trump, com disputas sobre tarifas e políticas migratórias. Em abril, autoridades americanas apresentaram denúncia envolvendo dez autoridades mexicanas, incluindo o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, do Morena, por possíveis ligações com o narcotráfico.
Contexto diplomático e impactos internos
Naquele contexto, Sheinbaum reforçou a defesa da soberania mexicana durante um evento de aniversário de sua vitória em 2024, questionando quem decide no país entre agências estrangeiras e o povo. A fala ocorreu em meio a críticas políticas internas sobre autonomia nacional frente a pressões externas.
O Congresso mexicano aprovou, recentemente, uma emenda constitucional para anular eleições em casos de interferência estrangeira. A oposição criticou a medida, temendo uso para convocar novas eleições caso o resultado seja desfavorável ao governo.
Indicadores de popularidade
Paralelamente, uma pesquisa do El Financiero aponta que a aprovação de Sheinbaum está em 69%, recuperando uma leve queda observada desde março. O dado reflete apoio ao governo apesar do atrito com Washington e das acusações de interferência externa.
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