- Petro contestou os resultados preliminares e disse que só reconhecerá o resultado após os números oficiais revisados por juízes.
- Com 99,92% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella soma 43,7% e Iván Cepeda, apoiado por Petro, soma 40,90%; segundo turno ocorre em 21 de junho.
- Petro questionou o software da empresa Thomas Greg & Sons, alegando divergência de 800.000 votos e citando a existência de dois censos, o oficial e o do software.
- Cepeda afirmou não reconhecer os resultados até esclarecer dúvidas sobre o censo eleitoral, citando defasagem de 885 mil pessoas e supostos votos mal contados em diversas seções.
- A oposição reagiu: o ex-presidente Iván Duque criticou Petro e pediu pronunciamento das instituições e atenção da comunidade internacional.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, contestou neste domingo os resultados preliminares da eleição que definirá seu sucessor. Ele afirmou que aguardará os números oficiais revisados por juízes para reconhecer o resultado.
Com 99,92% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella, candidato de extrema direita, ficou com 43,7% dos votos. Iván Cepeda, senador de esquerda apoiado por Petro, teve 40,90%. Os números são da entidade que organiza o pleito. O segundo turno será em 21 de junho.
Petro disse que a contagem preliminar não tem valor legal e questionou o software da empresa responsável pela logística eleitoral, a Thomas Greg & Sons. Ele citou uma diferença de 800 mil eleitores entre o censo oficial e o do software.
Cepeda reiterou que não reconhecerá os resultados até esclarecer dúvidas sobre o censo eleitoral. Ele informou que há uma defasagem de cerca de 885 mil pessoas e que houve impugnações de fiscais de seu bloco em várias seções.
Controvérsia sobre o censo eleitoral
A oposição respondeu rapidamente. O ex-presidente Iván Duque criticou Petro por duvidar da legitimidade do processo e pediu pronunciamento das instituições e atenção da comunidade internacional.
Os eleitores presenciaram uma campanha marcada pela polarização e pela violência. Cepeda é filho de um político comunista assassinado por agentes do Estado e por paramilitares, e votou em um bairro popular de Bogotá.
De la Espriella, advogado criminalista de 47 anos, ganhou notoriedade ao se apresentar como outsider. Passou a defender ideias contra o que chama de velha elite, numa estratégia de antipetrismo nas redes.
Entre na conversa da comunidade