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Reino Unido divulga mensagens de ex-embaixador ligado a Epstein

Divulgação de mensagens revela relação entre ex-embaixador britânico e Epstein, levando à demissão e impacto reputacional para o governo de Starmer

Peter Mandelson - Metrópoles
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  • O governo do Reino Unido divulgou centenas de páginas de documentos sobre o ex-embaixador Peter Mandelson, de 72 anos, amigo de Jeffrey Epstein, demitido após a revelação da relação.
  • Mandelson foi nomeado em fevereiro de 2025 pelo primeiro-ministro Keir Starmer, mas foi desligado nove meses depois após as informações se tornarem públicas.
  • Foram divulgados e-mails e mensagens entre Mandelson, ministros e assessores mostrando que o governo havia sido alertado sobre o possível “risco reputacional” da relação com Epstein.
  • Uma nota entregue antes da nomeação ao então ministro das Relações Exteriores, David Lammy, parecia apresentar Mandelson como competente para o cargo, com a garantia de que “o governo nunca se arrependeria”.
  • Mandelson foi preso em fevereiro deste ano sob a acusação de repassar informações confidenciais a Epstein durante a década de noventa; a investigação continua e inclui os documentos hoje tornados públicos.

O governo do Reino Unido tornou público nesta segunda-feira uma série de documentos com centenas de páginas sobre o ex-embaixador do país em Washington, Peter Mandelson, 72 anos. A divulgação ocorre após Mandelson ter sido demitido no ano passado devido à revelação de sua relação com Jeffrey Epstein, financista e abusador sexual de menores, morto em 2019.

A nomeação de Mandelson para um dos cargos mais relevantes da diplomacia internacional ocorreu em fevereiro de 2025, pelo então primeiro-ministro Keir Starmer. Nove meses depois, a relação com Epstein veio à tona e ele foi afastado do cargo.

A publicação das mensagens trouxe evidências de que parte do governo já havia sido alertada sobre o suposto risco reputacional. Entre os documentos, há mensagens entre Mandelson, ministros e assessores que discutem a relação com Epstein e potenciais impactos para a imagem britânica.

Uma nota enviada ao Ministério das Relações Exteriores, antes da nomeação, mostra Mandelson defendendo sua aptidão para o posto e assegurando que o governo não se arrependeria da indicação.

Mandelson havia sido preso em fevereiro deste ano, sob acusação de repassar informações confidenciais de governos britânico a Epstein durante a década de 1990, quando Mandelson era ministro. A libertação ocorreu, mas a investigação segue para analisar os documentos liberados hoje, incluindo parte do material que a polícia solicitou manter em sigilo.

A polícia também solicitou proteção a alguns resumos de verificação de segurança feitos antes da posse como embaixador.

Na primeira leva de arquivos envolvendo Mandelson e Epstein, março passado, Starmer afirmou publicamente que o ex-embaixador mentiu sobre a amizade e declarou que não recebeu informação sobre a recomendação de segurança.

Outros trechos das comunicações revelam críticas de Mandelson ao governo dos EUA e comentários sobre o então chamado ataque político entre Starmer e membros do governo. As mensagens abordam ainda a visão de Mandelson sobre as políticas externas e a atuação de Trump na política americana.

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