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Representante comercial dos EUA afirma tarifa sobre o Brasil é diferenciada

Tarifa de 25% proposta pelos EUA sobre bens do Brasil sob Seção 301, com exclusões amplas; consulta pública aberta até o relatório definitivo, 15 de julho

Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, participa de evento em Paris
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  • O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as investigações da Seção 301 terão novos anúncios nas próximas semanas e que as tarifas propostas de 25% são diferenciadas, com exclusões para carne bovina, café, metais, energia e outros produtos.
  • O USTR abriu a investigação sobre o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre bens importados do país, como resposta a práticas comerciais consideradas injustas.
  • O órgão anunciou que abrirá uma consulta pública para que o setor privado comente os resultados antes da publicação do relatório definitivo, previsto até 15 de julho de 2026.
  • Greer disse que houve reuniões construtivas entre os governos dos EUA e do Brasil, e que ainda existem divergências sobre a resolução dos temas listados, mantendo o diálogo até o prazo legal.
  • Entre as acusações do USTR estão supostas restrições a plataformas de tecnologia, favorecimento de empresas nacionais de pagamento eletrônico, discrepâncias tarifárias com México e Índia, corrupção, pirataria e questões de propriedade intelectual.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o governo de Donald Trump divulgará os resultados de diversas investigações da Seção 301 nas próximas semanas. Segundo ele, as tarifas propostas, de 25%, são bastante diferenciadas por incluírem amplas exclusões para carne bovina, café, metais, energia e outros produtos.

Greer disse à CNBC que houve bons resultados com o programa tarifário, especialmente no aumento das exportações americanas. Ele afirmou que tarifas substanciais eram necessárias para corrigir práticas comerciais desleais e reduzir o déficit comercial dos EUA.

Na madrugada de terça-feira, o USTR anunciou a conclusão de uma investigação sobre o Brasil com base na Seção 301 e propôs a cobrança de 25% sobre bens importados do país. A decisão ocorre em resposta a alegadas práticas comerciais injustas do Brasil.

Investigação e próximos passos

O órgão abriu uma consulta pública para que o setor privado comente os resultados antes da elaboração do relatório definitivo, com previsão de publicação até 15 de julho. A decisão final depende do presidente dos EUA.

Greer destacou que houve reuniões construtivas entre o governo americano e o brasileiro, incluindo encontros com o presidente Lula e ministros. Ele afirmou que as divergências permanecem, mas o diálogo deve continuar até a data limite de julho.

Tarifa, exceções e impactos

A sugestão prevê 25% de tarifas sobre produtos brasileiros, com exclusões para itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja oferta doméstica seja insuficiente. Entre as exceções estão carne bovina e várias frutas tropicais.

Entre os pontos avaliados pela investigação estão supostas restrições a empresas americanas de tecnologia por decisões judiciais, punições a plataformas por não cumprirem ordens, e políticas que favoreceriam empresas nacionais de pagamento eletrônico. Há também críticas a práticas de fiscalização de antipirataria e propriedade intelectual.

Contexto e acusações

O USTR afirma que o Brasil concede tarifas mais baixas a produtos de México e Índia por meio de acordos preferenciais, sem tratamento equivalente aos Estados Unidos. Também aponta falhas no combate à corrupção, à falsificação e à pirataria, além de lentidão na análise de pedidos de patente, especialmente no setor farmacêutico.

A administração americana sustenta que tais fatores prejudicam a concorrência justa e os interesses comerciais dos EUA. O relatório definitivo, com comentários do setor privado, deve consolidar as medidas a serem adotadas após julho.

Fonte: informações de Reuters, com colaboração de Isabella Menon e Ricardo Della Coletta

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