- Saab prevê ampliar a capacidade de produção de caças Gripen no Brasil caso a Ucrânia feche a compra de até 150 aeronaves.
- Kiev planeja adquirir um lote inicial de até 20 caças Gripen modelos E e F; contratos ainda não foram assinados.
- A produção atual em Gavião Peixoto é de cerca de 20 Gripens por ano; há avaliação para chegar a 30 ou mais, dependendo da demanda.
- No Brasil, a parceria entre Saab e Embraer faz a produção dos modelos E; a primeira unidade foi entregue no fim de março.
- A empresa estuda novos investimentos, inclusive em instalações, para atender pedidos maiores.
A Saab pode ampliar a capacidade de produção de caças no Brasil caso a venda para a Ucrânia se confirme. A empresa sueca já transfere tecnologia para a Embraer, que produz os Gripen em Gavião Peixoto, SP. Kiev negocia até 150 aeronaves.
Segundo o diretor de marketing do Gripen, Mikael Franzén, serão avaliados investimentos para aumentar a produção, com expansão na Suécia e no Brasil. Há ainda a possibilidade de novas instalações, dependendo da demanda.
Na semana passada, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, e o presidente da Ucrânia, Volodmír Zelenski, anunciaram a intenção de Kiev comprar até 20 caças, modelos E e F. Ainda não houve assinatura de contratos.
Atualmente, a Saab produz cerca de 20 Gripens por ano. A empresa analisa elevar para 30 unidades anuais, podendo chegar a volumes maiores por meio de produção em lotes para atender o pedido ucraniano.
Contexto da negociação
A operação envolve transferência de tecnologia para a Embraer, parceira da Saab na linha de montagem de caças no interior paulista. A primeira unidade produzida para o Brasil foi entregue no fim de março.
A demanda por Gripen tem aumentado com conflitos na Europa e no Oriente Médio. Em 2021, a Saab registrou vendas significativas, e os números de 2022 mostraram forte crescimento, refletindo a demanda por aeronaves de defesa.
O compromisso com o Brasil depende de avanços nas negociações entre Saab, Embraer e clientes internacionais. A companhia utiliza o Brasil como base de produção para atender pedidos no cenário europeu e além.
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