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Segurança linha-dura e apoio a Trump ajudam Bukele colombiano no 2º turno

Aposta na linha-dura e alinhamento com Trump coloca Abelardo de la Espriella favorito no 2º turno contra Iván Cepeda, em meio a desapego político

O candidato presidencial da Colômbia Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria
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  • Abelardo de la Espriella, apoiador de linha-dura e admirador de Nayib Bukele, liderou o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia com 43,7% dos votos, contra 40,9% de Iván Cepeda.
  • O segundo turno está marcado para 21 de junho, com De la Espriella considerado favorito por fatores domésticos e a percepção de desgaste com a política tradicional.
  • O candidato da Defensores da Pátria promete retomar uma estratégia de segurança mais rígida, citando inspiração em Bukele.
  • A participação no primeiro turno foi de 58%, com quase 24 milhões de votos válidos entre mais de 41 milhões de eleitores habilitados; 42% da população não votou.
  • A apuração apontou que, em 147 municípios considerados de alto risco, De la Espriella e Paloma Valencia tiveram mais votos que Cepeda, sinalizando apoio local à segurança pública.

Abelardo de la Espriella, outsider apoiado pelo movimento Defensores da Pátria, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, realizado no último domingo. O 2º turno está marcado para 21 de junho, contra Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro. A votação ocorreu no país, em meio a um clima de descontentamento com a political tradicional.

De la Espriella obteve 43,7% dos votos, com mais de 10 milhões de eleitores. Cepeda ficou com 40,9% (9,6 milhões). A filiação de esquerda de Cepeda coordena o Pacto Histórico, que perdeu vantagem nas urnas, apesar do apoio inicial de várias pesquisas.

O resultado surpreendeu porque divergiu de todas as sondagens. Algumas projeções chegaram a apontar quase 10 pontos percentuais entre Cepeda e o segundo colocado. A Atlas Intel foi a mais próxima, estimando diferença de 3 pontos a favor de Cepeda.

Analistas ressaltam fatores internos e externos para o desempenho. Regiane Bressan, professora da Unifesp, compara com Argentina e Chile, onde candidaturas anti-sistêmicas ganharam força diante da insatisfação com governos tradicionais.

Segundo a especialista, a população latino-americana demonstra cansaço com instituições democráticas. Ela cita casos de apoio a candidatos que sugerem políticas mais duras, associadas a discursos de contenção de violência e de ruptura com o status quo.

O panorama econômico e a violência também pesavam na percepção de voto. Petro, eleito sob a bandeira da Paz Total, viu resultados econômicos e a violência aumentar, o que pode prejudicar a continuidade de seu legado na decisão de governança.

De la Espriella defende uma linha dura e inspira-se em Nayib Bukele, propondo medidas de segurança e a construção de prisões de segurança máxima. A ideia visa atrair eleitores que valorizam ordem e combate ao crime.

A corrida para o 2º turno passa a depender de mobilizar eleitores que não votaram no primeiro turno. A participação oficial atingiu 58%, registrando quase 24 milhões de votos entre 41 milhões habilitados, segundo dados oficiais.

A disputa permanece polarizada entre os dois candidatos que concentraram 85% dos votos. A expectativa é de campanha intensa nas próximas três semanas, com estratégias de atuação voltadas à segurança e à economia.

Dados da Defensoria indicaram que De la Espriella e Paloma Valencia obtiveram mais votos que Cepeda em 147 municípios de alto risco, o que amplifica o potencial de cada estratégia de mobilização no segundo turno.

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