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Sobrevivente do Holocausto Tomi Reichental morre aos 90 anos

Sobrevivente do Holocausto, Tomi Reichental viveu em Dublin desde 1959; dedicou a lembrar as vítimas e promover a educação sobre o legado de Bergen-Belsen

Tomi Reichental, who lost 35 close family members in the Holocaust, moved to the Republic of Ireland in 1959 and raised his family in Dublin
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  • Morreu aos 90 anos o sobrevivente do Holocausto Tomi Reichental, que viveu em Dublin e dedicou parte da vida a manter a memória do período.
  • Nascido em 1935 na então Tchecoslováquia, Reichental foi deportado para Bergen-Belsen em 1944 e perdeu 35 familiares próximos.
  • Em 1959 mudou-se para a República da Irlanda e criou a família em Dublin.
  • Publicou a autobiografia I Was a Boy in Belsen em 2011 e foi tema de dois documentários; em 2019 percorreu a Irlanda do Norte falando a estudantes.
  • Tributos foram emitidos pelo presidente da Irlanda, bem como pela Jewish Representative Council, que o descreveu como voz marcante de memória e educação sobre o Holocausto; Bergen-Belsen registrou cerca de 70.000 mortes, incluindo Anne Frank.

Tomi Reichental, sobrevivente do Holocausto, morreu aos 90 anos. Nascido em 1935 na antiga Tchecoslováquia, foi deportado com a família para Bergen-Belsen, na Alemanha, em 1944. Ele posteriormente emigrou para a República da Irlanda, fixando residência em Dublin em 1959.

Reichental perdeu 35 familiares próximos na Shoá. Ao longo da vida, dedicou-se a manter viva a memória do genocídio e a educar novas gerações sobre os horrores enfrentados pelos judeus e por outros grupos perseguidos.

Oito décadas depois do regresso de Bergen-Belsen, Reichental tornou-se uma voz muito conhecida em sessões com estudantes e comunidades. Em 2011 publicou a autobiografia I Was a Boy in Belsen e esteve em dois documentários sobre o campo.

Trajetória e legado

Em 2019, Reichental participou de visitas a escolas na Irlanda do Norte, falando sobre sua experiência para centenas de alunos. Também destacou a necessidade de lembrar para evitar que tais crimes voltem a ocorrer.

O caso de Bergen-Belsen, onde cerca de 70 mil prisioneiros morreram ou foram libertados fracos em 1945, é lembrado como parte das lições do Holocausto. A libertação ocorreu pelas tropas britânicas.

O presidente irlandês da época, Catherine Connolly, prestou homenagens ao sobrevivente, ressaltando sua contribuição à sociedade irlandesa ao trazer à público o testemunho de Bergen-Belsen e da dor de sua família.

A Jewish Representative Council (JRC) da Irlanda expressou pesar pela perda, destacando Reichental como uma das vozes mais marcantes de memória, educação e humanidade no país.

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