- Michel Temer afirma que a classificação dos PCC e CV pelos Estados Unidos como terroristas não afeta a soberania do Brasil, desde que haja diálogo com as autoridades brasileiras.
- O ex-presidente disse, durante saída do Fórum de Lisboa, que o ideal seria que os órgãos de segurança do Brasil entrem em contato imediato com os dos EUA para trabalhar juntos.
- Temer ressalta que o crime organizado se internacionalizou e a cooperação pode se estender a outros países.
- Os Estados Unidos classificaram as duas facções como Terroristas Globais Especialmente Designados; atividades das organizações foram identificadas em doze estados.
- O Palácio do Planalto divulgou nota expressando preocupação com a soberania nacional e com a independência financeira do Brasil.
O ex-presidente Michel Temer afirmou que não vê a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos como um golpe à soberania do Brasil. A declaração foi dada durante a saída dele do Fórum de Lisboa, evento promovido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, nesta segunda-feira.
Temer destacou que, se houver decreto dessa natureza, ele seria discutido e tratado com as autoridades brasileiras, evitando qualquer intervenção direta em questões internas. O ex-presidente sugeriu que o ideal seria que órgãos de segurança pública do Brasil entrassem em contato com seus pares nos EUA para colaborar.
Ele afirmou que o crime organizado é uma questão que se internacionalizou, o que pode ampliar a cooperação com outros países. Em relação ao assunto, o tema envolve não apenas o território brasileiro, mas possíveis impactos além das fronteiras nacionais.
Classificação dos EUA e impacto
O Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o CV como Terroristas Globais Especialmente Designados na última quinta-feira. A medida aponta atividades dessas facções em 12 estados norte-americanos, segundo informações oficiais.
A posição foi recebida de forma diversa na política brasileira. Enquanto a oposição celebrou a classificação, o Palácio do Planalto manifestou preocupação com a soberania nacional e com a independência financeira do país. O governo federal ressaltou a necessidade de monitorar efeitos econômicos e de segurança.
Referências para o tema indicam ainda que, pelo menos em pelo menos parte da agenda pública, há expectativa de que autoridades brasileiras mantenham contato com autoridades americanas para alinhamento de estratégias de combate ao crime organizado transnacional.
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