- Temer defendeu a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado e minimizou riscos à soberania brasileira com a designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.
- Ele disse que o que importa é combater o crime organizado, classificando o debate sobre o tema como inútil e afirmando que os argumentos são usados na eleição.
- O ex-presidente afirmou que o crime organizado tem caráter internacional e que a articulação entre países é fundamental para enfrentá-lo, mencionando ações passadas com o Paraguai na fronteira.
- No painel, Lewandowski alertou que a classificação pode impor restrições a empresas e exigir mecanismos de compliance; Temer não comentou diretamente essa fala.
O ex-presidente Michel Temer defendeu nesta segunda-feira a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ele minimizou os riscos à soberania brasileira decorrentes da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelo governo americano. O pronunciamento ocorreu após painel no Fórum de Lisboa 2026.
Temer afirmou que a soberania relevante é a tranquilidade do cidadão e que, se a medida contribuir para eliminar esses grupos, o objetivo de combater o crime organizado é prioridade. Segundo ele, a instrumentalização dessa discussão ocorre em razão do período eleitoral.
O ex-presidente ressaltou a atuação internacional contra o crime organizado, destacando que ele atua de forma transnacional. Em sua visão, a cooperação entre países é essencial para enfrentar operações criminosas que atravessam fronteiras.
No painel, o ex-ministro Lewandowski alertou que a designação pode impor restrições a empresas que atuam no Brasil, exigindo mecanismos de compliance para lidar com o enquadramento. Temer não comentou diretamente essa fala.
Temer lembrou ainda que, quando era ministro da Segurança, Alexandre de Moraes realizou visitas ao Paraguai para fortalecer o combate ao tráfico na fronteira. Para o ex-presidente, o foco continua sendo a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.
A discussão sobre a designação, segundo Temer, envolve muitos aspectos e é tratada com atenção pública. Ele reiterou que o objetivo central é a repressão ao crime organizado, independentemente de disputas políticas.
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