- Donald Trump afirmou ter convencido o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a recuar e não avançar com ataques contra Beirute, no Líbano, nesta segunda-feira, 1º de junho.
- Segundo ele, representantes do Hezbollah teriam concordado em cessar os disparos contra posições de Israel no Líbano.
- Trump disse que tropas que estavam a caminho de Beirute já foram impedidas de entrar.
- O presidente americano mencionou que houve conversas com o Hezbollah via representantes de alto escalão, que concordaram em não atacar Israel.
- Em abril, os EUA mediaram um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Hezbollah no Líbano, com extensão de quarenta e cinco dias, mas os ataques continuaram.
Donald Trump afirmou ter convencido o governo de Israel a recuar de planos de ataque a Beirute, capital do Líbano. Segundo o ex-presidente, Netanyahu não enviaria tropas e as ações contra a cidade seriam interrompidas.
O líder americano disse ter conversado também com representantes do Hezbollah. Segundo ele, o grupo libanês concordou em cessar ataques contra posições de Israel no Líbano e não responder aos ataques.
Trump publicou a informação em Truth, rede social que utiliza. Ele descreveu que as linhas de comunicação com os dois lados foram produtivas e que as tropas não entrariam no território libanês.
Fontes próximas às negociações não foram citadas formalmente pelo presidente. Não houve confirmação oficial de governos do Líbano, de Israel ou do Irã sobre os controles de hostilidades.
O contexto envolve tensões na região após ataques aéreos e conflitos entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Estados Unidos já atuaram como mediadores em outras ocasiões.
Em 16 de abril, Washington ajudou a mediar um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Hezbollah no Líbano, coincidindo com negociações indiretas com o Irã. O acordo foi estendido por mais 45 dias, sem cessar definitivo dos ataques.
Nesta segunda-feira, o Irã havia suspenso negociações indiretas com os EUA após aumentos nas ações bélicas de Israel. Netanyahu havia ameaçado bombardeios em subúrbios de Beirute ligados ao Hezbollah, em tom de reiteradas advertências.
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