- Castelo de Beaufort, fortaleza cruzada de 900 anos no Líbano, teria sido atingido diretamente por ataques aéreos israelenses em 27 de maio, segundo vídeos nas redes sociais e relatos locais.
- A ofensiva ocorre após ataques a Tyre, cidade antiga no sul do Líbano e Patrimônio Mundial pela UNESCO, que abriga ruínas fenícias e romanas e grande população civil.
- Segundo a Associated Press, o Exército de Israel divulgou imagens que mostram tropas no Castelo Beaufort após dias de avanço por vilarejos ao redor de Nabatieh.
- A captura do castelo é vista como avanço profundo na invasão terrestre e viola o cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.
- O Beaufort Castle faz parte de fortificações na região de Mont Amel, listadas pela UNESCO como patrimônio em potencial, com danos relatados a sítios arqueológicos e população civil; UNESCO foi contatada para comentar.
Beaufort Castle, fortaleza cruzada de 900 anos, teria sido atingida diretamente por ataques aéreos israelenses em 27 de maio, segundo vídeos publicados nas redes sociais e relatos locais. O ataque ocorreu após intensos bombardeios a Tyre, cidade ao sul do Líbano, também rota de patrimônio da UNESCO.
De acordo com a Associated Press, o Exército de Israel divulgou imagens que mostram tropas próximas ao castelo após dias de avanços por vilarejos ao redor de Nabatiyeh. A captura do castelo representa o avanço mais profundo em território libanês desde 2000.
Beaufort Castle fica no monte Amel, entre as fortalezas associadas ao patrimônio mundial. A UNESCO lista o conjunto como exemplo bem preservado de fortificações medievais da região, com proteção reforçada para sítios culturais em conflitos desde 2024.
A ofensiva elevou o risco para sítios históricos e para a população civil local, ampliando danos ao patrimônio e às comunidades da região. O castelo, conhecido como Qalaat al-Shaqif, integra a lista de locais em avaliação para o status de Patrimônio Mundial.
A UNESCO declarou que notificou autoridades sobre a situação e aguarda informações adicionais. O órgão não confirmou detalhes sobre o ataque, mas enfatiza a proteção de sítios culturais em contextos de conflitos.
No caso de Tyre, a cidade antiga continua a sofrer impactos de operações militares, com relatos de destruição parcial de áreas históricas e focos de combate em torno de ruínas romanas e fenícias. A região abriga grande população civil e valor histórico reconhecido pela UNESCO.
Autoridades locais não divulgaram números oficiais de vítimas até o momento. Observadores internacionais destacam a necessidade de acesso a áreas atingidas para avaliação de danos culturais, humanos e estruturais.
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