- Uma expedição internacional encontrou seis naufrágios no porto de Nassau, Nova Providência, com três deles rastreáveis à idade de ouro da pirataria.
- Entre os vestígios, há um casco de madeira carbonizado ainda com lastro de pedra, indicando dano intencional para ocultar crimes.
- Foram encontrados canhões giratórios, um canhão de ferro e 25 esferas de mosquete, além de uma pedra de amolar para espadas.
- Também foram localizados canos de madeira, garrafas de vidro, tijolos de cozinha e 143 cachimbos de barro decorados, sugerindo comércio em Nassau após o auge pirata.
- Os pesquisadores afirmam que as descobertas superaram expectativas e pode haver mais navios naufragados na área; o material integra uma série documental e uma edição da revista Wreckwatch.
Entre as descobertas arqueológicas mais notáveis dos últimos anos, uma equipe internacional identificou seis naufrágios no porto de Nassau, em New Providence, Bahamas. As embarcações estão associadas aos piratas do Caribe do final do século XVII e início do XVIII, incluindo nomes como Blackbeard e Calico Jack Rackham. A expedição ocorreu após a primeira permissão oficial para mergulho na zona restrita do porto.
Os arqueólogos descreveram um casco de madeira carbonizado, ainda pesado por uma calha de lastro, como um achado incomum. Entre os artefatos encontrados estão pistolas de giro, uma peça de canhão de ferro e 25 balas de mosquete de chumbo, além de uma pedra de amolar para espadas.
A descoberta também trouxe à tona objectos como tubulações de vela, galões de vidro e tijolos de uma cozinha de navio, preservados no fundo do mar. Entre os itens de consumo, foram recuperadas 143 piteiras de barro decoradas com motivos reais, indicando comércio londrino na década de 1740.
Os pesquisadores discutem a hipótese de que pelo menos um dos cascos carbonizados possa ter pertencido ao navio de Henry Avery, famoso saque na marinha pirata da época. A equipe ressaltou a possibilidade de haver mais naufrágios na área, ainda não identificados.
Dr. Sean Kingsley, arqueólogo marinho britânico e co-diretor do projeto, afirmou que a área do porto pode esconder mais segredos. O arqueólogo explicou que, apesar da degradação costeira, parte dos restos resistiu ao tempo, oferecendo pistas sobre a vida pirata e o comércio local.
A expedição New Providence Pirates, dedicada a ciência, educação e turismo, contou com cineastas e pesquisadores de uma rede internacional. O grupo também mapeou câmaras de verificação documental da época, para cruzar com mapas antigos e relatos de navegação.
A investigação envolve uma série documental e a publicação de materiais pela revista Wreckwatch. A equipe destacou que a área de Nassau já foi palco de intensa atividade pirata e, hoje, busca esclarecer como as rotas comerciais evoluíram após a era de predadores no mar.
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