- A China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa e suspendeu as proibições no norte do país.
- O Brasil destinou mais da metade de suas exportações de carne bovina à China no ano passado.
- No primeiro trimestre deste ano, a China comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira.
- No mês passado, o Brasil solicitou à China a liberação de mais envio de carne bovina; a proposta de cotas não utilizadas foi rejeitada.
- A China enfrentou surto de febre aftosa no noroeste em março e, desde então, reforçou controles nas fronteiras, bem como medidas de vacinas, abate e desinfecção.
O Brasil viu mais da metade de suas exportações de carne bovina destinadas à China no ano anterior. A alfândega chinesa informou hoje que suspendeu proibições relacionadas à febre aftosa no norte do Brasil e reconheceu o país inteiro como livre da doença.
Segundo o comunicado oficial, o Brasil passa a ser considerado livre de febre aftosa pela China, o que facilita as negociações e o fluxo de mercadorias. A confirmação ocorre após o país sul-asiático enfrentar surtos recentes na fronteira noroeste.
No ano passado, o Brasil foi o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, com forte participação na China. No primeiro trimestre deste ano, a China importou quase US$ 3 bilhões de carne brasileira, conforme dados comerciais.
Contexto e desdobramentos
- No mês passado, o Brasil pediu à China a liberação de mais cotas de exportação de carne bovina, argumento utilizado pelo ministro da Agricultura, André de Paula, durante visita a Pequim. A China, porém, manteve posição de não reatribuir cotas não utilizadas.
- O país asiático enfrentou surto de febre aftosa no final de março, com casos em bovinos de dois rebanhos que somavam 6.229 animais em Gansu e Xinjiang. Em resposta, reforçou controles sanitários, licenças para vacinas e medidas de abate/desinfecção.
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