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Confira todas as palestras do 1º dia do 14º Fórum de Lisboa

Abertura do 14º Fórum de Lisboa destaca regulação de plataformas e IA como condição da democracia; participação brasileira ampliada com convidados internacionais

Participantes do painel de abertura do 14ª Fórum de Lisboa, em Portugal
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  • O 14º Fórum de Lisboa começou em 1º de junho, em Lisboa, promovido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, e vai até 3 de junho, com o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”.
  • A edição deste ano terá a maior participação de estrangeiros da história, com palestrantes de vários países.
  • No painel de abertura, Gilmar Mendes tratou da regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial; o vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes, enfatizou que o abuso criminoso de uma pseudo liberdade de expressão ameaça a democracia; o presidente da Câmara, Hugo Motta, criticou o afastamento de posições políticas que dificultam o diálogo.
  • Outros painéis abordaram temas como tribunais constitucionais, desenvolvimento tecnológico e soberania de data centers, democracia, polarização ideológica e pactos federativos com impactos na governança.
  • O Fórum mantém recorde de participação (450 pessoas) e conta com a presença de autoridades brasileiras e estrangeiras, com Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa.

O 14º Fórum de Lisboa começou em 1º de junho, em Lisboa, Portugal, e segue até 3 de junho. Promovido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, o evento tem como tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. A edição de 2026 conta com abertura e participação de autoridades de vários países.

O encontro trouxe pela primeira vez uma participação internacional mais expressiva, com palestrantes de Alemanha, França, Reino Unido, EUA, Espanha, Grécia, Itália, Moçambique, Cabo Verde, Colômbia e Angola. Ao todo, o fórum recebeu 450 participantes, número recorde, embora tenha ocorrido queda de autoridades brasileiras em relação a 2025.

Painel de abertura

Gilmar Mendes abriu o fórum pela manhã e tratou da regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial como condição para a sobrevivência do regime democrático. A fala enfatizou o tema como central, não periférico.

Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, participou do painel e alertou sobre abusos na expressão aberta, afirmando que distorções criminosas podem afetar democracia se não contidas. Hugo Motta, presidente da Câmara, também integrou a abertura e ressaltou a importância do diálogo político.

Painel “Tribunais constitucionais e tribunais internacionais”

Rodrigo Mudrovitsch, da Corte Interamericana de Direitos Humanos, declarou que a proteção de direitos humanos não se restringe a fronteiras nacionais. O painel abordou cooperação entre jurisdições e mecanismos de proteção em âmbito global.

Painel “Desenvolvimento tecnológico, data centers e soberania nacional”

Alexandre Silveira defendeu tratar data centers como tema de soberania, destacando condições brasileiras favoráveis a investimentos devido à matriz energética e à segurança jurídica. A infraestrutura de energia é apontada como fundamental para operação dos centros.

Painel “Democracia, polarização e regulação”

Moraes participou novamente, discutindo a necessidade de regulamentação internacional das big techs e redes sociais. A mesa abordou o papel das plataformas digitais como espaço de participação e, ao mesmo tempo, de manipulação por meio de dados.

A advogada Aline Osório traçou cenários sobre autocracias, citando países como EUA e Itália, em tom crítico ao retrocesso democrático em alguns contextos. O debate avançou para a relação entre tecnologia, democracia e governança.

Painel “Pacto federativo: governança democrática e sustentabilidade fiscal”

Ricardo Lewandowski destacou avaliações sobre impactos de decisões internacionais, como a classificação de organizações criminosas como terroristas, no clima de investimentos. Gilberto Kassab falou sobre reformas de distribuição de emendas parlamentares.

Painel “Política industrial, soberania e desenvolvimento”

O encontro reuniu representantes do Judiciário, Legislativo, diplomacia e setor privado para debater estratégias de desenvolvimento econômico, inovação, comércio exterior e atração de investimentos.

Painel “Trabalho na era digital”

Mesa discutiu impactos da transformação tecnológica nas relações de trabalho, regulamentação de plataformas de trabalho por aplicativo e proteção social. Participaram especialistas, advogados e jornalistas do setor.

Painel “Litigância climática e separação de poderes”

A judicialização de políticas ambientais foi tema central, com foco nos limites da atuação judicial na formulação de políticas públicas, estrutura de governança ambiental e impactos sobre decisões legislativas.

Painel “Uso de IA e proteção de dados na segurança pública”

O debate abordou a regulamentação de IA no âmbito penal e a proteção de dados. Participaram especialistas jurídicos, autoridades públicas e acadêmicos de Portugal e Brasil.

Painel “Direito internacional e tribunais domésticos”

O foco foi o diálogo entre direito internacional e tribunais nacionais, com ênfase no controle de convencionalidade e na cooperação entre sistemas jurídicos.

Painel “Educação na sociedade da informação”

O tema avaliou desafios da transformação demográfica e tecnológica na educação, com mediação de professora e participação de especialistas em ensino e tecnologia.

Resumo e contexto

O 14º Fórum de Lisboa encerra com debates sobre a nova ordem internacional, soberania tecnológica e democracia. Em 2026, o evento manteve foco global, com maior presença internacional e menos representantes brasileiros em comparação com 2025, exceto no Legislativo. O Alto Patrocínio da Presidência de Portugal reconhece a relevância institucional do encontro.

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