- Cuba defende o Gaesa, conglomerado controlado por militares, alvo de sanções dos Estados Unidos, afirmando que o grupo contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do país.
- O governo americano, sob a gestão de Donald Trump, acusa o Gaesa de concentrar lucros de setores importantes da economia cubana para benefício das Forças Armadas e da elite, com o objetivo de pressionar mudanças de governo.
- Cuba diz que o Gaesa não é estrutura opaca e que surgiu como resposta eficiente ao bloqueio econômico, tentando contornar as sanções.
- Diversas redes hoteleiras estão se afastando do Gaesa; a Blue Diamond Resorts vai deixar o mercado cubano, gerenciando 15 hotéis, e a Iberostar manterá apenas empreendimentos não ligados ao Gaesa; a transição pode transferir operações para a empresa Gaviota.
- O impacto se estende ao transporte e turismo: CMA CGM e Hapag-Lloyd suspenderam novas reservas de carga para Cuba, e várias companhias aéreas reduziram voos, agravando a queda no turismo.
Cuba saiu em defesa nesta terça-feira do Gaesa, conglomerado empresarial controlado pelos militares, após sanções dos EUA intensificarem a pressão econômica. O governo afirma que o grupo contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do país. Washington acusa o Gaesa de concentrar lucros em setores-chave e usar recursos para as Forças Armadas e a elite.
O governo cubano sustenta que o Gaesa não é estrutura opaca nem paralela ao Estado, mas uma resposta eficiente ao bloqueio. A liderança do país raramente comenta o conglomerado, defendendo o sigilo como estratégia para contornar sanções.
Não há divulgação pública sobre a parcela da economia sob controle do Gaesa. Estimativas independentes situam entre 40% e 70%, incluindo muitos hotéis de alto padrão na ilha.
Saída de redes hoteleiras
Diferentes redes hoteleiras vêm se afastando do Gaesa diante das sanções e de ameaças de punição. A Reuters teve acesso a comunicados de Blue Diamond Resorts e Iberostar a operadoras de turismo.
As empresas anunciaram rompimento com hotéis vinculados ao Gaesa atingidos pelas sanções impostas por decreto assinado por Trump em 1º de maio. O decreto ampliou restrições a qualquer pessoa estrangeira que atue na economia cubana.
Blue Diamond encerra a gestão de 15 hotéis, encerrando atuação no mercado cubano. Iberostar continuará apenas com empreendimentos não ligados ao Gaesa. A transição de gestão pode ocorrer para a Gaviota, ligada ao conglomerado militar.
Pacotes e reservas para hotéis da Iberostar devem permanecer disponíveis até outubro. A Iberostar não se pronunciou; o site da Blue Diamond ficou fora do ar.
Impacto sobre transporte e turismo
A medida afeta o transporte marítimo: CMA CGM e Hapag-Lloyd suspenderam novas reservas de carga para Cuba por tempo indeterminado, o que pode reduzir cerca de 60% do volume de navios que atendem a ilha.
Diversas companhias aéreas também suspenderam voos para Cuba, entre elas a Rossiya Airlines, da Rússia, e a Air Canada, em função de restrições e da queda do turismo.
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