- Abelardo de la Espriella, candidato antissistema de direita, obteve 43,74% dos votos válidos no primeiro turno da Colômbia, frente a 40,9% de Ivan Cepeda.
- O segundo turno está marcado para 21 de junho.
- Valencia, representante da centro-direita, recebeu cerca de 6% e já anunciou apoio a Espriella para o segundo turno.
- A tendência aponta para a ascensão de outsiders de direita na região, com comparação entre Espriella e líderes como Javier Milei e Nayib Bukele.
- No Peru, Keiko Fujimori lidera o segundo turno contra o esquerdista Roberto Santos Palomino, com pesquisas indicando vantagem para a candidata de direita.
A disputa eleitoral na Colômbia, no primeiro turno, apontou a vitória de Abelardo de la Espriella, candidato antissistema de direita, que teve 43,74% dos votos válidos. Ivan Cepeda, apoiado pelo governo, ficou com 40,9%. O segundo turno ficou marcado para 21 de junho, mas já acendeu o debate sobre o avanço da direita na região. O pleito ocorreu no país andino, com Espriella defendendo políticas de segurança, alinhamento com EUA e Israel e cortes de gastos estatais.
A performance de Espriella, conhecido como El Tigre, surpreendeu analistas ao aumentar a pauta de segurança e impor limites orçamentários. O programa prevê construção de presídios de segurança máxima e cooperação militar com potências estrangeiras. O candidato também discute reduzir o tamanho do Estado em 40%.
Ascensão da direita e desfiliação do centro
Diante do resultado, o centro colombiano perdeu espaço, segundo analistas. Paloma Valencia, do antigo espectro de direita, ficou com cerca de 6% e já indicou apoio a Espriella para o segundo turno. Expectativa de migração de votos varia entre 60% e 70% para o candidato do palco direitista.
A comparação entre Espriella e outros outsiders da região reforça a percepção de um movimento transversal na América Latina. Especialistas associam o fenômeno a lideranças que pregam ruptura com o status quo, com retórica antiestablishment.
Panorama regional e efeitos políticos
Desde 2025, a direita venceu em mais países, ampliando a presença em Bolívia, Chile e Honduras, além de manter posições no Equador e na Costa Rica. No Peru, Keiko Fujimori encara Roberta Palomino no segundo turno, com pesquisas apontando vantagem para a candidata conservadora.
A discussão sobre a chamada “praga dos incumbentes” aponta que ciclos de commodities, expectativas eleitorais não atendidas e uma distância entre políticas públicas e necessidades da população ajudam a explicar o avanço de candidaturas de oposição em diversos países da região.
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