- Especialistas do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que as tentativas dos Estados Unidos de desestabilizar Cuba, por meio de coerção, lembram práticas coloniais.
- Eles citam declarações do presidente Donald Trump sobre “a honra de tomar Cuba” como parte de uma estratégia de coerção contra o país.
- O grupo aponta que o embargo, a inclusão de Cuba na lista de estados patrocinadores do terrorismo, o bloqueio de combustível e medidas contra terceiros evidenciam a política de pressão.
- Os especialistas associam essas ações ao envio do porta-aviões Nimitz ao Caribe, ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e à Doutrina Donroe.
- Eles pedem que a ONU cesse ameaças à soberania cubana e que seus membros atuem para defender a ordem jurídica internacional.
Especialistas da ONU denunciaram, nesta terça-feira (2/6), que as tentativas dos EUA de desestabilizar Cuba, em uma estratégia de coerção, lembram práticas coloniais. O alerta veio de um grupo de especialistas encarregados pelo Conselho de Direitos Humanos.
Segundo o grupo, o embargo histórico contra Cuba, a inclusão da ilha na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, o bloqueio de combustível e medidas coercitivas a terceiros configuram uma ofensiva de longo prazo contra a soberania cubana. As declarações não representam a posição oficial da ONU, mas sim a análise dos especialistas.
A crise econômica em Cuba, agravada pelo embargo, é citada como contexto para o debate. Os especialistas destacam que as ações recentes intensificam tensões na região do Caribe e aumentam o risco de conflitos internacionais.
Eles mencionam ainda o envio do porta-aviões Nimitz ao Caribe e apontam que o cenário se deteriora após o suposto sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro de 2026. A referência envolve uma sequência de eventos que, segundo eles, reforçam a pressão sobre Cuba.
A equipe da ONU observou que declarações de autoridades norte-americanas, associadas à ideia de dominar o Hemisfério Ocidental, alimentam a percepção de coercão contra Estados soberanos. O grupo reforça a necessidade de cessar ações que possam violar a soberania cubana.
Em declaração aos órgãos da ONU, os especialistas pedem que os membros se abstenham de reconhecer ou aplicar medidas que desrespeitem a igualdade soberana. Também solicitam aos organismos da Organização que atuem para manter a ordem jurídica internacional.
Apelo à ONU
O comunicado orienta o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral a tratar as tensões com Cuba como tema de paz e segurança internacionais. Os especialistas defendem resposta firme da comunidade internacional frente a atos que possam comprometer a soberania cubana.
Eles destacam a importância de canais diplomáticos e de cooperação regional para reduzir riscos de escalada. O grupo reforça a necessidade de monitorar violações à soberania de Cuba e de buscar soluções por meio de mecanismos multilaterais.
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