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EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses

Relatório da USTR acusa Brasil de favorecer o Pix, sugerindo medidas corretivas e possível tarifa de até 25% sobre produtos brasileiros a serem adotadas até 15 de julho

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.
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  • O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix brasileiro, alegando tratamento preferencial que prejudica empresas de pagamentos dos EUA, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay.
  • O relatório aponta que o Banco Central atua como regulador e proprietário/operador do Pix, criando conflito de interesses e favorecendo a solução nacional.
  • Segundo o documento, políticas brasileiras exibem o Pix como líder, oferecendo vantagens como disponibilidade, visibilidade e tarifas, o que discrimina fornecedores de serviços de pagamento dos EUA.
  • A ação é resultado de uma investigação iniciada em julho de 2025; entre as ações sugeridas estão a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
  • Brasil e as empresas afetadas podem apresentar defesa até quinze de julho; os EUA podem adotar medidas corretivas posteriormente.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apresentou um relatório acusando o Pix brasileiro de favorecer a indústria de pagamentos nacional, segundo documento divulgado na noite de 1º de julho. A peça sustenta que políticas do Brasil beneficiam o Pix, em prejuízo de serviços de pagamento dos EUA, como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. A ação faz parte de uma investigação iniciada em julho de 2025, durante a gestão de Donald Trump.

O relatório sustenta que o Banco Central do Brasil age como regulador e operador do Pix, criando potencial conflito de interesses. O documento aponta decisões que teriam ajudado o sistema brasileiro a se destacar diante de concorrentes norte-americanos, sem salvaguardas processuais adequadas.

### Pix como alvo

O relatório afirma que o BC exige o uso do Pix por instituições com mais de 500 mil contas e que o serviço seja exibido com destaque nas plataformas das empresas. Também sustenta que o BC incentiva o Pix em detrimento de alternativas, oferecendo-o gratuitamente a usuários.

Segundo a conselheira jurídica-geral do USTR, Jennifer Thornton, o Pix seria prejudicial ao comércio dos EUA ao impor custos a provedores estrangeiros e exigir que promovam o sistema brasileiro sem compensação.

### Investigação em curso

A análise começou em julho de 2025, em meio a críticas ao sistema de pagamentos brasileiro. A disputa envolve a competição com o WhatsApp Pay e com bandeiras de cartão norte-americanas, além de o Pix ter ganhado relevância em transações internacionais.

A agência Bloomberg reporta pressão de Visa, Mastercard e grandes empresas de tecnologia para medidas contra o Pix. Possíveis desdobramentos incluem a adoção de tarifas ou outras ações dos EUA contra o Brasil, conforme o relatório final.

Até 15 de julho, Brasil e empresas afetadas podem apresentar defesa sobre o relatório final da USTR. A partir dessa data, os EUA podem aplicar “medidas corretivas” caso não haja acordo. A avaliação final depende de consulta com autoridades brasileiras e resposta de terceiros.

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