- Ex-diretor da OMC, Roberto Azevêdo, afirma que as chances de reversão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos são muito baixas no momento.
- Ele diz que a Seção 301 não é novidade e que o prazo e a amplitude da medida já eram esperados, com a tarifa caindo de 40% para 25%.
- Azevêdo aponta que a mudança envolve o mesmo universo tarifário da tarifa anterior, apenas com o valor reduzido.
- Além da tarifa de vinte e cinco por cento, haverá uma segunda Seção 301 sobre trabalho forçado, atingindo 60 países com tarifa mínima de 10% ou 15%.
- Houve contato entre o representante comercial dos EUA e o ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, mas as tratativas ainda não avançaram significativamente; a reversão é considerada improvável.
Ao ex-diretor da OMC, Roberto Azevêdo, as chances de reverter o tarifaço imposto pelos Estados Unidos são consideradas muito baixas no momento. Em entrevista, ele afirmou que é difícil ver espaço para alteração no curso atual.
Azevêdo explica que a Seção 301 já funcionava como plano B, caso as tarifas anteriores fossem revertidas pela Justiça norte‑americana. A Suprema Corte não revertou as tarifas aplicadas durante a emergência nacional, o que encerrou a investigação com prazo para julho.
Segundo o especialista, o prazo de encerramento e a amplitude da medida já eram esperados. A tarifa foi reduzida de 40% para 25%, mantendo o mesmo universo tarifário da cobrança anterior.
Nova camada de taxação e alcance
Além da tarifa de 25%, há uma segunda Seção 301 ligada ao trabalho forçado, prevista para ser aplicada a 60 países, com tarifas mínimas de 10% ou 15%. Azevêdo ressalta que a medida não mira especificamente o Brasil, atingindo centenas de nações.
Questionado sobre reversão, ele disse que as chances permanecem remotas, independentemente do andamento das negociações. Houve contatos entre Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, e o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, mas as tratativas não avançaram significativamente.
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