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Hong Kong permanece estável conforme cresce apetite por mercados asiáticos

Vinexpo Hong Kong 2026 confirma demanda por vinhos brancos na Ásia, enquanto mira um hub único na região a partir de dois mil e vinte e sete

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  • O Vinexpo Hong Kong 2026 ocorreu de 26 a 28 de maio, no Centro de Exposições de Hong Kong, reunindo 14.273 profissionais de 76 mercados.
  • A edição teve participação de 38 países produtores, com nove estreias; Penfolds não participou e o espaço da UGCB ficou menor.
  • O foco foi nos vinhos brancos, com a demanda liderada pela China, destacando Sauvignon Blanc, Riesling e Moscato da Nova Zelândia.
  • Bourgogne e Rhône mostraram opções para manter o impulso dos brancos na Ásia, com destaque para rótulos menos conhecidos a preços mais competitivos.
  • A edição também destacou as áreas Be Spirits e Be No; houve anúncio de que, a partir de 2027, Vinexpo Asia terá um único hub permanente na região, com escolha entre Hong Kong, Singapura ou Xangai.

Vinexpo Hong Kong 2026 pediu passagem com presença diversificada entre visitantes e expositores, mostrando demanda contínua por vinhos brancos na região. A edição ocorreu de 26 a 28 de maio no Hong Kong Exhibition and Convention Centre, em Wan Chai, já casa há uma década, com potencial de mudança de sede no futuro próximo.

Ao todo, 14.273 profissionais do comércio estiveram presentes, representando 76 mercados. Em comparação, a edição anterior teve 14.203 visitantes de 59 países. Países produtores foram 38, com nove estreias: Áustria, Bélgica, Geórgia, Grécia, Hungria, Moldova, Eslováquia, Tunísia e Uruguai.

Não houve retorno de alguns nomes tradicionais, como Penfolds, e a participação de Bordeaux ficou menos expressiva. O conjunto UGCB ocupou espaço menor que nas edições anteriores, sinalizando ajustes no perfil de expositores.

Piso de vinhos brancos e regiões

No centro das atenções, os vinhos brancos ganharam tração entre compradores de toda a região. A Nova Zelândia enviou um pavilão com mais de 63 Sauvignon Blancs, distribuídos entre 20 expositores, o que representou o dobro do volume de 2024. Mainland China respondeu por metade dos visitantes daquele estande, com participação de Coreia, Japão, Tailândia e Índia complementando.

Charlotte Read, gerente geral de marca da New Zealand Winegrowers, destacou o interesse por vinhos premium com origem clara. O objetivo foi explorar a demanda por Sauvignon Blanc entre compradores asiáticos.

Burgundy e Rhône

O pavilhão da Bureau Interprofessionnel des Vins de Bourgogne trouxe 26 produtores, com foco em appellations menos conhecidas e melhor precificadas. Nelly Blau, responsável pela exportação, afirmou que regiões como Saint Romain, Rully e Pouilly-Fuissé despertaram interesse, especialmente no Sudeste Asiático.

Já o enólogo Philippe Guigal defendeu o potencial dos brancos de Rhône, associando crescimento da demanda ao aquecimento de Bourgogne. Segundo ele, a evolução do interesse também favorece tintos da região.

Demanda por estilos e canais

Jan Visser, da Gérard Bertrand, apontou avanço de mercados do Sudeste Asiático em opções de branco por taça, com quase 30 rótulos disponíveis, incluindo a novidade La Grande Bleue Mediterranée 2024. Mercados como Bali, Tailândia e Vietnã mostram consumo casual de rosé.

Prosecco também teve demanda entre compradores da China e outros mercados asiáticos, com participantes destacando visitas de compradores chineses e de Taiwan, Japão e Tailândia. Vik Wines, do Chile, apresentou novidades e observou interesse em mercados da Sudeste Asiático.

Diversificação de negócios

A participação australiana reuniu 62 expositores, com a presença de destilados na seção Be Spirits. O responsável da Wine Australia afirmou que, apesar do crescimento de branco, espumante e rosé, 95% das exportações para a China ainda são de vinho tinto.

Retorno de compradores e formatos

As avaliações de compradores foram mistas: alguns destacaram halls mais quietos no terceiro dia, enquanto outros elogiaram a qualidade das interações. Oscar Nagore, da EMW Wines, descreveu maior foco em marcas e atualizações após a Wine Paris e confirmou interesse em soluções para mercados.

Alguns compradores sinalizaram menor volume de fornecedores em Hong Kong 2026 em comparação a edições anteriores, mas destacaram agendas enxutas e reuniões contínuas. Outros observaram consolidação entre vinícolas menores e foco em clientes existentes.

Be Spirits, Be No e a mudança de formato

Além de vinhos, o evento expandiu para bebidas sem álcool e destilados, com Be Spirits reunindo 105 expositores de 18 países, ante 13 em 2024. A seção Be No, dedicada a produtos sem álcool, atraiu poucos expositores, porém teve demanda por chás espumantes entre compradores asiáticos.

Anúncio estratégico

A principal notícia fora do piso foi a confirmação de Rodolphe Lameyse, CEO da Vinexposium, de substituir o formato alternado por um hub único na Ásia a partir de 2027. Hong Kong, Singapura e possivelmente Shanghai disputam a permanência. A ideia é conduzir a Vinexpo Asia como evento anual em um único polo regional.

A declaração gerou debate entre participantes, com a definição prevista para atender às necessidades de clientes e ao desenvolvimento de longo prazo da indústria, segundo a direção da Vinexposium.

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