- O ministro da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, renunciou ao cargo nesta terça-feira, conforme fontes do ministério à Reuters.
- Ernesto Justiniano foi escolhido para substituí-lo, segundo outra fonte do governo.
- Os protestos, liderados por sindicatos e apoiadores do ex-presidente Evo Morales, bloquearam ruas em grandes cidades ao longo do mês.
- Os manifestantes cobram reversão de medidas de austeridade e enfrentamento do aumento do custo de vida, pressionando o governo do presidente Rodrigo Paz, eleito em novembro de 2025.
- Na semana passada, Paz sinalizou que pode decretar estado de emergência, abrindo caminho para o Exército atuar para restabelecer a ordem.
O ministro da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, renunciou ao cargo nesta terça-feira, segundo informou à Reuters uma fonte do ministério. A saída ocorreu em meio a semanas de agitação social e protestos que bloquearam ruas em várias cidades do país.
Ainda conforme a mesma fonte, Ernesto Justiniano foi escolhido para substituí-lo no cargo.
Os protestos são liderados por sindicatos e apoiadores do ex-presidente Evo Morales, e têm impactado as cadeias de abastecimento, exigindo a renúncia do presidente de centro Rodrigo Paz, que assumiu em novembro de 2025.
Detalhes da substituição e motivações
Paz indicou medidas de austeridade que têm gerado reação entre setores da sociedade, e, na semana passada, abriu a possibilidade de decretar estado de emergência para enviar o Exército às ruas, se necessário, para restaurar a ordem.
Os manifestantes pedem a reversão das medidas econômicas e o enfrentamento do aumento do custo de vida.
O conflito começou com uma greve em maio e evoluiu para bloqueios de rodovias que interromperam o acesso às cidades vizinhas de La Paz e El Alto, onde vivem cerca de 2 milhões de habitantes.
Entre na conversa da comunidade