Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Morte de estudante acusado de racismo causa protestos no sul do Reino Unido

Protestos em Southampton após a morte de estudante de 18 anos, algemado pela polícia após ser esfaqueado, com consequências em tensões raciais e debate político

Manifestantes e polícia se enfrentam em protesto pela morte de Henry Nowak, em Southampton, no Reino Unido
0:00
Carregando...
0:00
  • Henry Nowak, 18 anos, morreu após ser esfaqueado em Southampton; o agressor, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua e havia alegado ter sido alvo de racismo.
  • Imagens da dupla de filmagem mostram Nowak dizendo que foi esfaqueado e não consegue respirar, enquanto um policial questiona a situação.
  • Protestos em Southampton reuniram centenas de pessoas com o slogan “não consigo respirar”; outras manifestações foram anunciadas para esta semana.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que há questões sérias sobre se acusações de racismo influenciaram decisões no caso; Nigel Farage criticou direitos das minorias e citou o caso.
  • A família de Nowak classificou o tratamento policial como desumano; a polícia pediu desculpas, um agente se demitiu e outros três são chamados como testemunhas, enquanto autoridades e a Federação Sikh pedem calma e apuração.

Uma morte que gerou protestos no sul do Reino Unido. Henry Nowak, 18 anos, foi esfaqueado em Southampton, após o que se afirmou ser um ataque racista. Digwa, seu agressor, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira. A polícia, encarada pela denúncia de uso de força, também investigou o caso.

Nowak foi baleado por arma branca durante um incidente ocorrido em dezembro. Em imagens de câmera corporal, ele aparece deitado na rua, dizendo que foi esfaqueado e que não consegue respirar. Um policial questiona se a acusação de agressão é real. A investigação continua.

O agressor, Vickrum Digwa, é um homem sikh de 23 anos. Ele alegou ter sido alvo de racismo, mas as autoridades contestaram a versão na época. Digwa foi condenado após o julgamento realizado nesta semana.

O primeiro-ministro Keir Starmer disse que questões graves precisam ser respondidas, inclusive se acusações de racismo influenciaram decisões policiais. O Ministério Público e a Justiça enfatizaram a importância de apurar todos os elementos do caso.

Protestos e desdobramentos

Nesta terça-feira (2), centenas de manifestantes se reuniram em frente à sede da polícia de Southampton, entoando o slogan não consigo respirar. Outros protestos foram anunciados para a semana. O movimento envolve críticas à atuação policial e à politização do caso.

A Polícia de Hampshire pediu desculpas pelo ocorrido. Um agente envolvido na prisão se demitiu; os demais, segundo a corporação, permanecem como testemunhas na apuração. A Federação Sikh reiterou que a lei permite o uso do kirpan por motivos religiosos aos sikhs praticantes.

A família de Nowak descreveu o tratamento recebido pela polícia como desumano e degradante, mas seu pai pediu que a morte não seja usada para dividir a sociedade. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, pediu calma e enfatizou igualdade perante a lei.

O caso também aguça debates sobre racismo institucional e direitos das minorias. O juiz William Mousley reconheceu, em tribunal, que o tema gerou tensões raciais no Reino Unido. autoridades reforçam a necessidade de apurar fatos sem influências políticas ou mediáticas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais