- Após a pressão de Donald Trump, Netanyahu foi alvo de críticas por não ter cumprido ameaças de bombardear alvos do Hezbollah em Beirute; Trump afirmou que Israel e o Hezbollah concordaram em cessar os disparos.
- Trump disse, via Truth Social, que houve acordo para interromper ataques mútuos; o anúncio aconteceu pouco após o governo israelense ordenar novos bombardeios nos subúrbios do sul de Beirute.
- O governo libanês informou um cessar-fogo parcial entre Israel e Hezbollah, com Israel interrompendo ataques ao sul de Beirute e o Hezbollah suspendendo ações contra Israel.
- Ainda houve confrontos no sul do Líbano, com ao menos oito mortos em ataque de drones israelenses e resposta do Hezbollah com mísseis antitanque contra tropas israelenses.
- Na política interna, adversários de Netanyahu acusam que o governo cedeu à pressão dos EUA; aliados defendem que ações mais duras contra o Hezbollah são necessárias.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrenta críticas por não ter cumprido a ameaça de bombardear alvos do Hezbollah em Beirute, após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação surgiu pouco depois de Israel ordenar novos bombardeios nas proximidades sul de Beirute.
Trump informou, em rede social, que Israel e Hezbollah concordaram em interromper os disparos recíprocos. A declaração foi feita após o governo israelense anunciar ataques contra subúrbios do sul de Beirute, que provocaram reações do Irã. O objetivo, segundo ele, seria manter a trégua por tempo indeterminado.
O governo libanês confirmou um cessar-fogo parcial entre Israel e Hezbollah. O acordo previa interromper ataques aos subúrbios sulistas de Beirute e cessar ações do Hezbollah contra Israel. Mesmo assim, houve novos conflitos no sul do Líbano.
Ataques continuaram entre as partes, sem ataque direto à capital Beirute nesta terça-feira. Uma agência libanesa afirmou que pelo menos oito civis morreram em ataques com drones de Israel, enquanto o Hezbollah lançou mísseis contra tropas israelenses na região.
Críticos políticos em Israel atribuem a Netanyahu a ceder a pressões de Washington em temas de defesa nacional. Entre aliados, trechos de divergência expressaram que o governo perdeu o controle sobre a soberania do país, especialmente em relação ao Hamas.
Reações políticas e estratégicas
Líderes da oposição defenderam ações mais firmes contra o Hezbollah. Ex-aliados da coalizão apontam que a recomendação de Washington impacta a autonomia militar de Israel. A imprensa local ressaltou que o pacto mostra dilemas entre agir sozinho e contar com o respaldo americano.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, indicou que Israel deveria recusar pressões externas. O jornal The Jerusalem Post destacou que Israel parece depender de aprovação dos EUA para decidir defesas a cidadãos, segundo sua linha editorial.
O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o país não atacou Beirute a pedido americano, mas avisou que novas agressões do Hezbollah ao norte de Israel poderão levar a bombardeios nos subúrbios de Beirute, reduto do grupo.
Netanyahu manteve a posição de que ataques aéreos contra o Hezbollah causaram danos ao grupo, mesmo após o anúncio de Trump. O premiê reiterou que, caso o Hezbollah não cesse ataques, Israel agirá contra alvos ligados ao grupo em Beirute.
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