- A Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão preventiva na terça-feira, 2, em São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará, no âmbito da operação Narco Sky, que mira o tráfico internacional de cocaína.
- Um dos alvos é o mafioso sérvio Antun Mrdeza, conhecido como “Nikola Boros”, ligado à máfia italiana ‘Ndrangheta e apontado como aliado do PCC no Brasil.
- Mrdeza, preso na Venezuela desde maio de 2025, é considerado responsável por comandar remessas de cocaína para a Europa, além de supervisionar operações e investir recursos da organização.
- Relatórios de inteligência indicam que ele integra a New Drug Trafficking Board, suposto centro global de comando do narcotráfico usado para coordenar grandes carregamentos.
- A 5.ª Vara Federal de Santos bloqueou e sequestrou bens e valores até R$ 631,8 milhões; a investigação envolve ainda emissão de difusão vermelha da Interpol para foragidos no exterior.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Sky para desarticular um megasesqquifra de transporte de cocaína do Brasil para a Europa e a África, com rotas marítimas internacionais. Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de integrar o esquema. Um dos alvos é Antun Mrdeza, o mafioso sérvio conhecido como Nikola Boros.
Mrdeza, preso desde maio de 2025 na Venezuela, é apontado pela PF como integrante da máfia italiana ‘Ndrangheta. A investigação aponta que ele atua como financiador, analisa operações, cobra resultados e investe recursos para ampliar os lucros da organização criminosa.
Mandados e alvos
A ação, realizada com apoio de autoridades estrangeiras, inclui 3 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará. Também houve inclusão de investigados na lista de difusão vermelha da Interpol, devido a foragidos no exterior.
Bloqueio de bens
A 5ª Vara Federal de Santos determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores até 631,8 milhões de reais. A medida atinge integrantes da investigação, como parte das medidas de recuperação de ativos do esquema.
Contexto da operação
A PF relata que relatos de inteligência apontam Mrdeza como membro da chamada New Drug Trafficking Board, apontada por autoridades colombianas como novo centro de comando global do narcotráfico. A estrutura seria responsável por coordenar grandes carregamentos visados à Europa, a partir de operações no Brasil.
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