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Relatório dos EUA aponta avanço da soja e pico de desmatamento sob Bolsonaro

Relatório dos EUA aponta desmatamento sob Bolsonaro e saída de tradings da Moratória da Soja, sugerindo tarifa de vinte e cinco por cento com exceções

Área desmatada em cena captada por vídeo-reportagem da Folha sobre estradas na Amazônia
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  • O USTR dos Estados Unidos divulgou um relatório recomendando tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para café, frutas, carne bovina e aviões, citando desequilíbrios comerciais decorrentes do desmatamento.
  • O documento destaca a saída de grandes exportadores da Moratória da Soja e aponta o desmatamento atrelado a produção agrícola, incluindo o pico em 2021 sob o governo de Jair Bolsonaro.
  • O relatório sustenta que o Brasil não tem conseguido aplicar suas leis ambientais de forma eficaz, tornando o desmatamento sistêmico e sustentado, mesmo com melhorias indicadas pelo governo Lula.
  • A avaliação menciona que, no longo prazo, respostas insuficientes podem levar ao retorno ao aumento do desmatamento ilegal, afetando preços e competição no mercado global.
  • Também aponta fraquezas nas bases de dados de monitoramento do uso da terra, destacando pouca auditoria do Cadastro Ambiental Rural e dificuldades de cruzar informações declaradas com imagens de satélite.

O governo dos EUA, por meio do USTR, divulgou um relatório nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, sobre o Brasil. O documento recomenda novas tarifas e aponta impactos do desmatamento na economia brasileira e no mercado global.

O relatório afirma que grandes exportadoras deixaram a Moratória da Soja, acordo privado contra o desmatamento. O documento também destaca o pico de desmatamento em 2021, durante o governo Bolsonaro, e analisa efeitos sobre preços agrícolas.

Segundo as conclusões, o Brasil não conseguiu cessar o desmatamento ilegal, apesar de avanços na fiscalização. A avaliação reforça o risco de a prática se tornar sistêmica caso haja mudanças administrativas futuras.

O USTR reconhece esforços do governo Lula para melhorar a fiscalização e reduzir o desmatamento. Ainda assim, observa que os índices de degradação podem voltar a subir com novas gestões, conforme histórico.

Contexto e medidas propostas

O relatório recomenda a aplicação de tarifas de 25% sobre importações brasileiras, com exceções para café, frutas, carne bovina e aviões. Em relação à carne, o documento cita a prática de lavagem de gado.

A análise chama atenção para riscos de fraudes na cadeia de suprimentos. Medidas de fiscalização menos robustas poderiam facilitar a extração ilegal de madeira e o desvio de gado.

O documento cita ainda que governos estaduais vêm relaxando regras ambientais. Menciona Mato Grosso, cuja lei permitiu reduções de benefícios para empresas signatárias de acordos mais severos.

Implicações para o Brasil

O USTR aponta que desmatamento barateia produtos agrícolas brasileiros e reduz a competitividade externa. O relatório ressalta que a Moratória da Soja perdeu força com a saída de tradings, diminuindo seu efeito sobre o desmatamento.

O texto também observa que parte das pressões decorre de custos menores em áreas desmatadas. Mesmo assim, reconhece que o cenário pode mudar conforme políticas públicas e fiscalização.

Além disso, o relatório destaca problemas de qualidade de dados sobre uso da terra. Critica a alleged falta de auditoria do CAR e a falta de cruzamento com imagens de satélite.

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