- Rubio é secretário de Estado dos EUA e Conselheiro de Segurança Nacional, atuando como peça central da estratégia norte‑americana na América Latina e alinhado a Trump.
- Protege alianças com governos de direita na região e se reuniu com Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro em Washington.
- Após encontro entre Lula e Trump, Lula afirmou que Rubio “não gosta do Brasil”, marcando atritos entre os dois países.
- O secretário classificou o PCC e o CV como organizações terroristas, medida que provocou reação do Brasil.
- Em audiência no Senado, disse que o Brasil não é mais um “país amigo” dos EUA na região, colocando Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia ao lado de países próximos aos EUA.
Marco Rubio acumula cargos na estrutura de segurança dos EUA e orienta a política externa para a América Latina, com foco em fortalecer a presença americana no continente durante a gestão de Donald Trump.
O secretário de Estado americano, ao lado do cargo de Conselheiro de Segurança Nacional, sinaliza mudança de foco da política externa para ações mais diretas contra governos de esquerda na região. A atuação inclui alianças com lideranças conservadoras latino-americanas.
Em Washington, os desdobramentos revelam estratégia para enfrentar o crime organizado, regimes considerados adversários e fluxos migratórios que impactam os EUA. A abordagem privilegia cooperação com países da região, com ênfase em Venezuela, Cuba e, mais recentemente, Brasil.
A primeira linha de atuação, sobRubio, envolve a Venezuela. Militares dos EUA teriam atuado para capturar Nicolás Maduro, que permanece preso. A gestão Trump atribui a deterioração da situação regional a falhas de governos anteriores e à presença de atores opositores.
Após a Venezuela, o governo mira Cuba. Medidas de bloqueio e pressão econômica ganham novo impulso, com ações dirigidas a ampliar o isolamento internacional da ilha. Um dos focos é reduzir a influência de estruturas ligadas ao regime cubano no mercado externo.
Internamente, Rubio indicou condições para uma relação com Cuba, destacando a necessidade de diálogo direto com o povo cubano, sem intermediários ligados ao aparato estatal. A estratégia é apresentada como tentativa de reconfigurar a relação bilateral.
Entre os temas não prioritizeiramente debatidos publicamente, o secretário segue a linha de evitar envolvimento direto em negociações sobre Irã e Ucrânia. Nessas frentes, outros representantes atuam com interlocutores persas e entre Kiev e Moscou.
Experientes analistas avaliam que o acúmulo de funções pode afastar o secretário de holofotes, ao menos momentaneamente, em temas sensíveis. A análise aponta que, no curto prazo, Rubio tende a administrar a agenda externa fora de disputas específicas com o Congresso.
O objetivo declarado, segundo assessores, é consolidar a hegemonia americana na região e apresentar Trump como líder ativo. A estratégia inclui cooperação com governos de direita e engajamento com aliados latino-americanos para conter adversários na região.
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