- Rubio afirmou ao Senado que a América Latina está “repleta” de aliados dos EUA, destacando isso como uma conquista.
- Ele apontou o Brasil como exceção, junto a ditaduras como Venezuela, Nicarágua e Cuba.
- O secretário citou a formação de uma coalizão de países amigos para questões de segurança, ligada ao Escudo das Américas.
- Disse que houve cerca de vinte anos de “abandono” americano na região, o que, na visão dele, abriu espaço para a China.
- Observou que, desde o retorno de Trump ao poder, países como Bolívia, Honduras e Chile migraram para a direita; mencionou a Colombia e a relação com o governo atual, além de manter tutela dos EUA sobre Venezuela e pressão sobre Cuba.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou ao Senado que a América Latina está repleta de aliados dos Estados Unidos, considerado por ele um avanço relevante. O comentário ocorreu durante uma audiência no Senado, nesta terça-feira (2).
Segundo Rubio, a região tornou-se favorável aos EUA, com uma coalizão de países amigos para enfrentar desafios de segurança. Ele citou o Escudo das Américas como exemplo de cooperação regional, apoiado por governos de direita na prática.
Entre as exceções, o secretário mencionou a Nicarágua, Cuba e a Venezuela, observando dificuldades contínuas nesses países. Também apontou o Brasil como caso atípico, em meio a processo eleitoral, e comentou sobre a Colômbia, com o governo atual descrito como problemático.
O diplomata ressaltou que o aumento de alianças se deu em meio a um período de menor presença histórica dos EUA na região, segundo ele, e considerou que a China teria se aproveitado desse cenário.
Rubio afirmou ainda que, desde o retorno de Donald Trump, algumas nações latino-americanas têm se deslocado à direita, citando Bolívia, Honduras e Chile como exemplos de mudança setorial.
No contexto colombiano, o candidato Abelardo de la Espriella foi o mais votado no primeiro turno das presidencial, aspirando suceder o presidente Gustavo Petro, com quem o apoio de Trump tem sido marcado por atritos.
Em relação à Venezuela, os EUA mantêm a narrativa de tutela desde a captura de Nicolás Maduro, enquanto em Cuba o governo americano sinalizou ações para pressionar mudanças políticas.
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