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Sheinbaum pede ao embaixador EUA que evite interferência na disputa de tráfico

Presidente mexicano diz que embaixadores devem evitar interferência política na disputa contra o tráfico de drogas, mantendo foco em cooperação México–EUA

Mexican president, Claudia Sheinbaum, speaks at the National Palace on 1 June 2026 in Mexico City, Mexico.
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  • A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que embaixadores devem evitar interferência política em assuntos de combate ao tráfico de drogas, reagindo a uma postagem do embaixador dos EUA, Ron Johnson.
  • Ela enfatizou, de forma respeitosa, que os embaixadores precisam se concentrar em coordenação e respeitar as questões internas do país.
  • Johnson havia sugerido que transformar o desafio de segurança compartilhado em disputa política seria perder oportunidade de fortalecer a parceria.
  • As tensões entre México e Estados Unidos aumentaram após acusações de ligações entre políticos mexicanos e o cartel de Sinaloa, ações da CIA e novas acusações do DOJ contra o governador de Sinaloa e outros ex-políticos.
  • O governo mexicano avançou com uma proposta que torna a interferência estrangeira uma base para anular eleições, sinalizando preocupação com a soberania.

A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que embaixadores devem evitar interferência em assuntos internos, em resposta a uma publicação do embaixador dos EUA no México. A entrevista ocorreu durante o habitual briefing matinal.

A troca de mensagens entre Sheinbaum e o embaixador Ron Johnson intensificou tensões entre México e EUA, que estão a par de disputas sobre ações contra o tráfico de drogas. Johnson sugeriu que o combate ao crime é uma questão de parceria, não de política.

Johnson escreveu nas redes sociais que transformar o desafio em disputa prejudica a cooperação. A médica líder do governo mexicano ressaltou a necessidade de que a diplomacia se concentre em coordenação e respeito às esferas nacionais.

Tensão bilateral

O clima de atrito acompanha episódios recentes envolvendo agências americanas e autoridades mexicanas. Em abril, houve notícia de envolvimento de agentes da CIA em uma operação em Chihuahua sem conhecimento do governo federal.

Pouco depois, a Justiça dos Estados Unidos indiciou o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e outros dirigentes ligados ao cartel, o que elevou o tom entre os dois países. Rocha Moya é aliado político de Sheinbaum.

Diante disso, o México pediu evidências adicionais antes de entregar Rocha Moya às autoridades norte-americanas. Analistas veem sinais de que a relação pode sofrer novas contestações nos próximos meses.

Além disso, a Câmara mexicana aprovou uma proposta de emenda constitucional de Sheinbaum que torna a interferência externa motiva para anulação de resultados eleitorais. O tema abre novos debates sobre soberania e política externa.

Durante comício recente, Sheinbaum criticou a magnitude do indiciamento e perguntou se há vontade real de colaborar com o México ou se setores da direita americana tentam influenciar eleições futuras no país.

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