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Tempo para nova tarifa entrar em vigor é muito apertado, diz Barral

Barral diz que o prazo até 15 de julho para a tarifa adicional é curto frente à complexidade de temas como comércio digital e patentes, mantendo o diálogo Brasil‑Estados Unidos

O ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral (Marcello Casal Jr/ABr/Agência Brasil)
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  • Governo dos EUA propôs tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, sujeita a consulta pública e audiência em 6 de julho, com entrada em vigor prevista para 15 de julho.
  • O ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral diz que o prazo é curto para uma negociação abrangente devido à complexidade dos temas.
  • A negociação envolve questões além das tarifas, como comércio digital e patentes, que podem exigir participação do Congresso e do Judiciário brasileiro.
  • O Brasil adota tom de cautela e tenta manter os canais de diálogo com Washington, independentemente do desfecho da tarifa.
  • Mesmo com a tarifa, as conversas podem seguir, e o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade para reduzir impactos no comércio bilateral.

O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida ainda passará por consulta pública e por uma audiência anunciada para 6 de julho, com possível entrada em vigor em 15 de julho. O objetivo é responder à investigação realizada pelo USTR.

O comentário sobre o prazo curto vem do ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, que aponta a complexidade dos temas. O Brasil tenta manter o diálogo com Washington e evitar medidas unilaterais enquanto as negociações avançam.

As discussões vão além de tarifas e incluem questões sensíveis como comércio digital e patentes. Barral afirma que temas complexos podem envolver o Congresso e o Judiciário brasileiro, o que torna o acordo mais difícil em poucas semanas.

Desafios da negociação

Apesar das dificuldades, Barral destaca espaço para continuidade do diálogo entre Brasil e Estados Unidos. A relação bilateral tem sido conduzida com cautela desde o início da atual gestão americana, buscando preservar canais de contato entre os governos.

Possíveis cenários

Caso a tarifa seja implementada, o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade, sem interromper as negociações. O caminho ainda depende do ritmo das conversas e da evolução dos pontos levantados pela investigação, com semanas decisivas pela frente.

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