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Venezuela enfrenta déficit de saúde após saída de médicos cubanos

Venezuela enfrenta vazio de saúde com a saída de médicos cubanos, após campanha dos EUA que reduziu recursos ao Barrio Adentro, impactando bairros pobres de Caracas

El Centro de Salud Integral Dr. Salvador Allende.
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  • A campanha dos Estados Unidos para cortar receitas que vão para Havana está deixando pessoas em bairros pobres de Caracas sem acesso à saúde.
  • No fim de abril, pacientes de um posto no leste de Caracas tiveram de sair porque os serviços necessários não estavam mais disponíveis e os especialistas tinham ido embora.
  • O centro, ligado ao programa Barrio Adentro, carrega o nome de Salvador Allende e foi criado para oferecer atendimento médico gratuito em comunidades pobres, com participação expressiva de médicos cubanos.
  • O modelo funcionava com a Venezuela fornecendo petróleo subsidiado em troca de médicos cubanos, mas está desmoronando.
  • A redução de médicos cubanos e de financiamento externo ameaça o funcionamento do sistema de saúde na capital e em outras áreas pobres.

A Venezuela enfrenta um vazio na saúde após a saída de médicos cubanos, em meio a ações dos EUA para cortar receitas que vão para Havana. O impacto recai sobre bairros pobres de Caracas e outras regiões, onde pacientes perderam acesso a atendimento.

No fim de abril, moradores de um centro médico no leste de Caracas foram obrigados a deixar as dependências, porque os serviços necessários não estavam mais disponíveis. Especialistas haviam deixado o local.

O centro leva o nome do ex-presidente chileno Salvador Allende e faz parte da rede Barrio Adentro, criado em 2003 por Hugo Chávez para oferecer atendimento médico gratuito em comunidades carentes, com grande participação de profissionais cubanos. O modelo envolvia Venezuela fornecendo petróleo subsidiado em troca de médicos, e, hoje, esse arranjo enfrentainstabilidade.

A rede enfrentava críticas e mudanças antes, mas a saída de médicos cubanos agravou a indisponibilidade de serviços básicos. Analistas apontam que a continuidade do programa depende de acordos entre os dois países e de estratégias nacionais para substituir profissionais deslocados.

A situação reforça o desafio de manter o acesso à saúde pública em áreas populares, diante das mudanças políticas e de financiamento que afetam a presença de equipes médicas estrangeiras. A vigilância pública acompanha a evolução das redes de atendimento e a disponibilidade de profissionais.

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