- A Alemanha não conseguiu uma das duas vagas no Conselho de Segurança da ONU para o grupo Ocidental da Europa e Outros, ficando sem a vaga por dois anos.
- Portugal recebeu 134 votos, Áustria 131 e Quirguistão, Trinidad e Tobago e Zimbábue também foram eleitos para o Conselho.
- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, chamou a derrota de amarga e mencionou apoio à Ucrânia e oposição à Rússia como fatores que pesaram.
- Wadephul também atribuiu parte da derrota à entrada tardia da Alemanha na disputa.
- O chanceler Friedrich Merz afirmou que a Alemanha continua firme no sistema internacional, parabenizou Portugal e a Áustria e disse que o resultado não altera as tarefas da ONU.
A Alemanha não garantiu uma das duas vagas do grupo Ocidental Europeu e Outros no Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira, em Nova York. A votação definiu quem ocupará o cargo rotativo por dois anos. Os resultados mostram que Portugal ficou com 134 votos, Áustria 131 e a Alemanha 104, ficando fora da lista final. Kyrgyzstan, Trinidad e Tobago e Zimbabwe também foram eleitos.
Johann Wadephul, ministro das Relações Exteriores interino da Alemanha, classificou a derrota como amarga. Ele destacou o apoio firme a Ucrânia e a oposição a uma voz russa no Conselho como fatores que, segundo ele, podem ter influenciado os votos. A Rússia não comentou publicamente as acusações até o momento.
A Alemanha entrou na disputa tardiamente e atribui parte da derrota a esse atraso. Wadephul afirmou que a posição alemã de defender Israel no contexto do conflito no Oriente Médio também pesou na decisão de vários estados-membros. O comentário ocorre em meio a críticas internas ao desempenho diplomático do governo.
O chanceler Friedrich Merz reagiu reconhecendo a derrota, mas ressaltou que o país continuará a apoiar o sistema internacional e a permanecer um pilar do multilateralismo. Ele parabenizou Austria e Portugal pelo resultado e reiterou o compromisso alemão com a organização da ONU.
O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — e dez membros não permanentes. A entidade tem poder para decisões legais vinculativas, como sanções e autorizações de uso da força.
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