- O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Escudo das Américas deve crescer nos próximos meses conforme mudanças de governo na região.
- Mais de 14 países do hemisfério já se comprometeram a atuar com Washington em temas como combate às drogas e segurança.
- Rubio destacou que esse número deve aumentar à medida que eleições mudem lideranças em vários países.
- O Escudo das Américas foi lançado no começo deste ano pela Casa Branca para enfrentar cartéis de drogas e redes criminosas transnacionais.
- O governo classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas; Flávio Bolsonaro sugeriu que o Brasil integre o Escudo se for eleito.
O senador Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou nesta quarta-feira 3, durante audiência no Senado, que o Escudo das Américas deve ampliar a cooperação regional no combate ao crime, ao narcotráfico e ao terrorismo. A declaração ocorreu em Washington.
Rubio disse que mais de 14 países já se comprometeram a atuar em parceria com os EUA em temas de segurança e drogas. Segundo ele, esse número deve crescer conforme mudanças de governança na região.
O objetivo do Escudo das Américas, lançado no início deste ano pela Casa Branca, é fortalecer alianças para enfrentar organizações transnacionais ligadas ao crime. A iniciativa integra a linha de política externa de Washington.
Desdobramentos
Na semana passada, o governo dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, destacando a atuação dessas facções no Brasil. O anúncio veio depois de pressão de autoridades americanas.
Durante visitas a Washington, o deputado Flávio Bolsonaro – pré-candidato à Presidência – pediu que o Brasil passe a integrar o Escudo das Américas, alinhando-se mais às políticas de segurança dos EUA. A ideia foi discutida em reuniões com Trump e Rubio.
Contexto regional
Na Colômbia, candidatos de direita disputam o segundo turno após o primeiro turno, com apoio público de figuras estrangeiras a favor de vozes conservadoras. O presidente atual, Gustavo Petro, de esquerda, vê o movimento como interferência externa.
No Peru, a disputa presidencial segue com Keiko Fujimori, de direita, liderando o segundo turno contra Roberto Sánchez, da oposição de esquerda. As votações na região influenciam o tom de cooperação com Washington.
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