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Análise aponta risco de grandes potências ditarem regras globais

Especialista diz que a fragilidade da diplomacia multilateral permite às grandes potências ditarem regras, caminho perigoso diante da crise internacional

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  • Em reunião ministerial nesta quarta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso com a democracia e o diálogo entre chefes de Estado.
  • O texto aborda a crise do modelo de organização multilateral, com desafios em conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio e questionamento de sua legitimidade.
  • O professor Daniel Vargas afirma que organismos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) vêm perdendo força nos últimos anos.
  • Segundo ele, mecanismos paralelos começam a atuar e a avocar para si o poder de definir regras que impõem pactos entre países.
  • A análise aponta que deixar grandes potências ditarem as regras do planeta é caminho muito perigoso, e não se sabe se o desfecho será positivo.

Durante uma reunião ministerial realizada na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o compromisso com a democracia e a necessidade do diálogo entre chefes de Estado, em meio a uma crise no modelo multilateral internacional.

Analistas destacam fragilidades de organismos internacionais diante dos conflitos atuais. Instituições como a OMC e a OMS vêm perdendo influência nos últimos anos, abrindo espaço para que mecanismos paralelos atuem na definição de regras entre nações.

Segundo o professor Daniel Vargas, da área de direito e economia, a retração de elos de comunicação entre países favorece propostas que impõem pactos a partir de interesses de alguns agentes. A crítica aponta para o risco de isolamento de atores globais frente a disputas diplomáticas.

A leitura sobre a paz mundial aponta que conflitos são, às vezes, resolvidos pela força, em vez de negociação. Vargas afirma que deixar as grandes potências ditarem normas internacionais representa um caminho muito perigoso e com desfechos incertos.

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