- O presidente Lula afirmou que o Brasil vai buscar outros parceiros de negócios para mitigar os impactos da política comercial dos Estados Unidos, em meio a uma reunião no Palácio do Planalto e ao anúncio de novas taxações.
- O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sugeriu taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras, resultado de uma investigação sobre práticas desleais iniciada há um ano.
- O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a decisão norte-americana ameaça cerca de 21% do total das exportações brasileiras para os Estados Unidos; há prazo até 15 de julho para manifestações.
- Lula vai participar da reunião do G7 em junho, na França, como convidado do anfitrião Emmanuel Macron, e reiterou defesa da reforma da Organização das Nações Unidas e do multilateralismo.
- O presidente mencionou acordo anterior com o presidente dos EUA, Donald Trump, de 30 dias para chegar a um entendimento, e destacou o superávit comercial dos EUA com o Brasil nos últimos 15 anos, de US$ 415 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (3) que o Brasil vai buscar novos parceiros de negócios para reduzir os impactos da política comercial dos EUA. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em meio ao anúncio de novas taxações norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Lula coordenou o encontro entre ministros, em resposta à sugestão do Escritório do Representante Comercial dos EUA de tributar parte das importações brasileiras em 25%. O governo brasileiro afirmou que a medida pode afetar 21% das exportações do país para o mercado norte-americano.
O presidente afirmou que o Brasil não ficará dependente de compras de emergentes e reforçou a ideia de diversificar parceiros. Ele disse que o país é soberano e democrático, mantendo a postura de buscar respeito internacional.
Segundo o governo, houve negociação prévia entre Brasil e EUA, com prazo de 30 dias para acordo, firmado em reunião na Casa Branca com o presidente americano. Lula afirmou ter apresentado dados de superávit comercial dos EUA com o Brasil nos últimos 15 anos, de cerca de US$ 415 bilhões.
O relato do presidente também destacou a intenção de não aceitar condições que prejudiquem o comércio brasileiro. Lula reiterou a defesa de reformas e fortalecimento do multilateralismo, incluindo a ONU, e mencionou a participação no G7 na França.
Negociação
Em relatório do MDIC, a medida norte-americana é apresentada como potencial impacto direto nas exportações brasileiras. A defesa brasileira pontua a necessidade de negociação para evitar medidas protecionistas.
A presidência informou que representantes do governo e do setor privado podem se manifestar sobre o relatório final da USTR até 15 de julho. As medidas corretivas, caso adotadas, teriam efeito imediato.
Lula também confirmou participação no encontro do G7, que reunirá líderes de Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai ao evento a convite do anfitrião, o presidente francês Emmanuel Macron.
Entre na conversa da comunidade