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China acusa Trump de usar tarifas como manipulação política

China rejeita acusações de trabalho forçado e afirmação de manipulação política; EUA propõem tarifas de 12,5% sobre 60 parceiros, incluindo Brasil

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, em 2 de março de 2026
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  • A China rejeita as acusações dos Estados Unidos de uso de trabalho forçado na produção de seus produtos, classificando a denúncia como manipulação política.
  • A medida dos EUA prevê tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 60 parceiros comerciais, incluindo China e Brasil.
  • A proposta se baseia em relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que aponta falhas no combate a mercadorias produzidas em condições abusivas.
  • A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que não há trabalho forçado na China e que as acusações servem para justificar barreiras comerciais.
  • O movimento ocorre dias após reunião entre Trump e Xi Jinping, que discutiram acordos em áreas como agricultura, aviação e inteligência artificial, além de cooperação econômica.

A China rejeitou veementemente as acusações dos EUA de uso de trabalho forçado na produção de bens, classificando-as como manipulação política. A reação chegou após Washington apresentar propostas de novas tarifas. As tarifas atingiriam 60 parceiros comerciais, com elevação de 10% a 12,5%.

A expectativa é aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Pequim destacou que trabalha pela cooperação e pelo diálogo para resolver divergências sem recorrer a barreiras unilaterais.

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que não há trabalho forçado na China e que a acusação não passará a justificar restrições comerciais. A nota enfatizou a oposição a uso político dessas alegações.

Relação comercial entre EUA e China

A China defende negociações para solucionar divergências econômicas. Segundo autoridades, medidas unilaterais prejudicam o comércio internacional e não geram ganhos para nenhuma parte.

O confronto ocorre dias após a visita de Donald Trump à China, quando houve encontro com Xi Jinping. Os líderes estudaram ampliar a presença de empresas norte-americanas na China e incentivar investimentos chineses nos EUA.

Trump descreveu as reuniões como avanços positivos e citou acordos em setores como agricultura, aviação e IA. O objetivo, segundo ele, foi fortalecer vínculos econômicos entre as duas maiores economias do mundo.

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