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China contesta acusações de trabalho forçado e tarifas de 12,5% dos EUA

China rejeita tarifas dos EUA de 12,5% por trabalho forçado, afirma que acusações são pretexto político e defende solução por diálogo

Imagem colorida de Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês
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  • O governo dos Estados Unidos propôs tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 60 países por uso de trabalho forçado, incluindo Brasil e China.
  • A medida, indicada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, também prevê variações entre 10% e 12,5%.
  • A China reagiu com forte oposição às tarifas unilaterais e negou qualquer prática de trabalho forçado.
  • Pequim afirmou não haver trabalho forçado no país e pediu que questões econômicas sejam tratadas por meio de diálogo e respeito mútuo.
  • Os países afetados foram divididos em dois grupos: 54 sem legislação anti-trabalho forçado (inclui Brasil, China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça) e 6 com leis, mas sem fiscalização efetiva (inclui Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão).

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) recomendou a aplicação de tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos importados de 60 países, por suposto uso de trabalho forçado. A medida visa incentivar medidas legais contra esse tipo de prática. Brasil e China integram a lista, conforme o anúncio feito entre 2 e 3 de junho.

A China reagiu com firme oposição às tarifas consideradas unilaterais pelos EUA. Em entrevista coletiva, a porta-voz Mao Ning negou a existência de trabalho forçado no país e rejeitou que esse argumento seja usado para fins políticos. Ela afirmou que conflitos comerciais não beneficiam nenhum lado e pediu diálogo como caminho de solução.

Detalhes da decisão e como ficou a lista

O anúncio do USTR, feito na véspera, detalha a divisão dos países em dois grupos com base na aplicação de leis contra o trabalho forçado. Em 54 nações houve falta de legislação específica para proibir a importação de produtos derivados dessa prática, incluindo Brasil e China. Em 6 países, as leis existem, mas não são efetivamente aplicadas.

Entre os países com falha na legislação estão Brasil, China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça. Já entre os que não aplicaram as leis há Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão. As tarifas variam entre 10% e 12,5%, dependendo do grupo a que cada país pertence.

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