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Cuba rebate EUA: empresas cubanas foram criadas para enfrentar o bloqueio

Cuba rebate EUA sobre Gaesa, dizendo que o grupo foi criado para enfrentar a guerra econômica e gerar divisas diante do bloqueio

Portal Correio
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  • Cuba afirmou, em nota publicada na terça-feira, que o Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi criado para enfrentar a guerra econômica promovida pelos Estados Unidos contra a ilha.
  • O governo cita serviços da Gaesa, como a construção de dez mil moradias, investimentos em educação infantil e obras como a termelétrica de Holguín e transposições de água que beneficiaram milhões de cubanos.
  • Segundo o comunicado, a Gaesa não é estrutura opaca nem paralela ao Estado; é uma resposta articulada e eficaz contra o bloqueio econômico.
  • Havana acusa as acusações dos EUA de buscarem confundir o povo cubano e a opinião pública internacional, alegando que há interesse em isolar o país diplomática, comercial, financeira e energeticamente.
  • O contexto envolve pressão norte-americana, com cortes de petróleo; em maio, a empresa canadense Sherritt International saiu de operações no país, após nova ordem executiva dos Estados Unidos.

O governo de Cuba rebateu as acusações dos Estados Unidos de que dirigentes do país usam empresas estatais para enriquecer. Em nota, Havana afirma que o modelo do Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi criado para enfrentar a guerra econômica promovida por Washington contra Cuba.

Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira, o objetivo da Gaesa é reunir empresas com capacidade de gerar divisas e recursos para sustentar conquistas sociais e desenvolver setores estratégicos da nação. A nota cita ações como construção de residências, investimentos em educação infantil e obras de infraestrutura.

Entre os exemplos citados estão a construção de mais de 10 mil moradias, programas educacionais e investimentos em infraestrutura energética. A nota sustenta que tais atividades também contribuíram para a produção de energia na termelétrica de Holguín e para obras hidráulicas que beneficiaram milhões de cubanos.

O governo cubano afirma que a Gaesa não é estrutura opaca nem paralela ao Estado. Pelo contrário, seria uma resposta articulada ao bloqueio econômico, com eficácia comprovada, segundo o comunicado oficial.

Cuba também critica as acusações dos EUA, dizendo que visam confundir o público interno e internacional. O texto afirma que a investida visa isolar o país politicamente, financeiramente e energeticamente, além de minar a sustentabilidade nacional.

A relação com a política externa dos EUA é marcada por pressões recentes. O governo de Donald Trump já aumentava sanções e cortava o acesso ao petróleo, agravando dificuldades econômicas em Cuba.

Em maio, após nova Ordem Executiva da Casa Branca, a Sherritt International, empresa canadense, encerrou atividades no Caribe, em joint venture com a Gaesa para mineração de níquel. O fato ressalta o impacto das medidas americanas sobre o setor.

A historiadora cubana Caridade Massón Sena afirmou que as acusações seriam pretextos para desestabilizar o governo. Ela disse que não apresentaram provas das alegadas ilegalidades, segundo a avaliação da pesquisadora à UFB.

Bloqueio econômico leva Cuba a enfrentar semanas de cortes de suprimentos, com impacto no fornecimento de petróleo. Moradores de Havana relatam piora no fornecimento de energia e aumento de preços, conforme relatos da imprensa local.

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