- Os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), o que implica sanções mais rígidas, como bloqueio de bens e proibição de apoio material por entidades sob jurisdição norte‑americana.
- A medida parte do entendimento de que o impacto dessas facções vai além do tráfico de drogas, ameaçando a segurança pública de forma sistêmica.
- Episódios históricos destacam o poder dessas facções: o Salve Geral, em dois mil e seis, em São Paulo, com trezentos e sessenta e quatro? mortes e desorganização da cidade; e o assassinato de um juiz em dois mil e três, considerado inimigo pelas lideranças.
- A imprensa também já foi alvo, com casos como o jornalista Tim Lopes, em dois mil e dois, e o repórter Guilherme Portanova, em dois mil e seis, sequestrado para veicular reivindicações.
- Crimes recentes mostram que as facções atacam colaboradores da Justiça e agentes públicos, com assassinatos em dois mil e vinte e quatro e dois mil e vinte e cinco chamando a atenção do país.
Ao serem classificadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) pelos Estados Unidos, PCC e CV passam a enfrentar sanções mais rígidas. Bloqueio de bens em solo americano e veto a apoio material de qualquer pessoa ou empresa sob jurisdição dos EUA estão entre as medidas. A decisão reflete o entendimento de que o impacto vai além do tráfico de drogas, ameaçando a segurança pública de forma sistêmica.
Essa mudança busca desestabilizar financeiramente e operacionalmente as facções, limitando recursos e capacidade de atuação internacional. A classificação reconhece atividades que vão além do crime comum, incluindo violência contra civis e ataques a instituições.
Impacto da classificação
- A partir da designação, governos e empresas nos EUA devem evitar qualquer relação que possa financiar ou apoiar as facções.
- Autoridades avaliam que o risco à segurança pública se tornou estrutural, exigindo resposta firme.
- Observadores apontam que a medida pode influenciar políticas de cooperação regional.
Histórico de violência e ataques à imprensa
O PCC coordenou ataques em grandes operações como o Salve Geral de 2006, em São Paulo, que deixou 564 mortos. Esse episódio ilustra a capacidade de causar desordem urbana prolongada. Em 2003, o assassinato do juiz Antônio José Machado Dias aumentou a tensão entre criminosos e o sistema judicial.
A imprensa também foi alvo grave. Em 2002, Tim Lopes, da TV Globo, foi torturado e morto pelo CV no Rio de Janeiro durante apuração de abusos sexuais. Em 2006, o PCC sequestrou o repórter Guilherme Portanova, em São Paulo, para exigir veiculação de vídeo com reivindicações do grupo.
Tecnologia e profissionalização
O crime organizado tem adotado tecnologia de uso militar, como drones com capacidade de lançar granadas contra policiais. No Rio, operações recentes mostraram drones adaptados em uso tático durante ações de combate ao crime.
Investigações indicam que o treinamento para operar esses equipamentos foi feito por um voluntário brasileiro que atuou na guerra da Ucrânia, sinalizando maior expertise e organização.
Casos recentes de violência
Em 2024, o empresário delator Antônio Vinícius Gritzbach foi morto a queima-roupa no Aeroporto de Guarulhos. Em 2025, o ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, conhecido no combate ao crime organizado, foi assassinado na Praia Grande. As ações evidenciarem ataques contra colaboradores da Justiça e agentes públicos.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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