- Os Estados Unidos avaliam posicionar armas nucleares em mais países europeus que integram a Otan, para tranquilizar aliados sobre garantias de segurança.
- A informação, publicada pelo Financial Times, cita três fontes anônimas dizendo que as negociações são confidenciais e podem não resultar em mudanças.
- Hoje, o acordo de compartilhamento nuclear da Otan envolve seis aliados: Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália, Reino Unido e Turquia, com bases de armas posicionadas perto de áreas de conflito.
- Países do flanco leste, como Polônia e alguns Países Bálticos, teriam interesse em sediar essas armas, motivados pela proximidade com a Rússia e pela invasão da Ucrânia.
- As discussões ocorrem em meio a sinais de que os EUA poderiam ampliar o arsenal para reforçar alianças, embora não haja um acordo iminente.
Os EUA avaliam ampliar o alojamento de armamento nuclear em mais países da Otan. A medida seria destinada a tranquilizar aliados europeus sobre a manutenção das garantias de defesa, mesmo com ajustes no apoio militar. A informação vem do jornal Financial Times.
Segundo o FT, as negociações são confidenciais e ainda podem não gerar mudanças. Três fontes, que pediram anonimato, asseguram que o tema está em avaliação e sujeito a confirmação formal.
Atualmente, seis aliados integram o Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan: Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália, Reino Unido e Turquia. As armas posicionadas ali permanecem sob proteção e controle dos EUA, com capacidades de ataque nuclear.
A reportagem aponta que Washington busca demonstrar compromisso com os parceiros, mesmo ao pressioná-los a assumir mais responsabilidades na defesa convencional. O objetivo seria manter alinhamento estratégico sem sinalizar retração militar.
Entre os países interessados em abrigar aeronaves de uso dual e armas nucleares estão Polônia e alguns Estados Bálticos, situados próximo à Rússia. A proximidade com o território russo aumenta o interesse de ampliar o apoio nuclear aliado.
As negociações indicam que há maior receptividade entre nações da região leste da Otan, especialmente diante da invasão à Ucrânia e das operações do governo russo. A proposta também dialoga com movimentos de defesa regional.
Histórico: o ex-presidente polonês Andrzej Duda já defendia a expansão da iniciativa para a Polônia. Varsóvia tem ainda feito aproximações com a França para avaliar transferência temporária de parte do arsenal nuclear parisiense a aliados europeus.
Apesar do andamento das discussões, uma das fontes afirma que um acordo não é iminente. O registro público sobre o tema permanece limitado e sujeito a eventuais mudanças antes de qualquer decisão formal.
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