- O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos afirma que tribunais brasileiros emitiram decisões sigilosas para remover conteúdos políticos e suspender perfis de cidadãos norte-americanos em plataformas digitais, com alcance global em alguns casos.
- O relatório foi divulgado na segunda-feira, 1º de junho de 2026, e sustenta a proposta de aplicar sobretaxa de 25% a importações brasileiras, sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
- O documento cita multas e sanções a empresas de tecnologia por não cumprirem ordens judiciais, citando o bloqueio da plataforma X em 2024 e da Rumble em 2025 como exemplos.
- O USTR também critica o Pix, alegando que o Banco Central atua como regulador e operador do sistema de pagamentos, criando vantagens para empresas privadas estrangeiras.
- A investigação aponta falhas no combate ao desmatamento, questiona acordos tarifários com México e Índia, e menciona barreiras ao etanol americano; o governo dos EUA anunciou tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países, além da tarifa de 25% já em vigor.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirmou que tribunais brasileiros emitiram decisões sigilosas para remover conteúdos políticos e suspender perfis de cidadãos norte-americanos em plataformas digitais. A acusação consta de relatório divulgado na segunda-feira, 1º de junho de 2026, para fundamentar proposta de sobretaxa sobre importações brasileiras. Alega-se que decisões teriam alcance global e que usuários não foram informados.
Segundo o USTR, companhias de tecnologia teriam sido obrigadas a cumprir ordens judiciais sob risco de sanções, com exemplos citados de bloqueios a plataformas em anos recentes. O relatório menciona a plataforma X, em 2024, e a Rumble, em 2025, como casos ilustrativos das medidas avaliadas.
Críticas ao PIX
A investigação, conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aponta que o Banco Central brasileiro atua como regulador e operador do sistema de pagamentos, o que, na visão dos EUA, criaria vantagens para empresas privadas estrangeiras. O documento também critica acordos com México e Índia, e aponta falhas no combate ao desmatamento.
O relatório ainda questiona a proteção à propriedade intelectual, a demora na análise de patentes e fragilidades no combate à corrupção. Entre os exemplos estão decisões do Supremo Tribunal Federal que teriam anulado condenações da Lava Jato e a queda do Brasil no índice de corrupção da Transparência Internacional.
Tarifa adicional
Na noite de 2 de junho, o governo norte‑americano informou a conclusão de novas investigações que propõem tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países, incluindo o Brasil, e da União Europeia, sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. Essas medidas somam às tarifas de 25% já aplicadas a diversos produtos brasileiros.
Entre na conversa da comunidade