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EUA prendem CEO acusado de fornecer tecnologia militar ao Irã

CEO com dupla cidadania é preso nos EUA por vender equipamentos de origem norte-americana ao Irã, violando sanções por mais de uma década

1 de 1 jamshid-ghomi_3x2 - Foto: Divulgação/ Departamento de Justiça dos EUA
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  • Jamshid Ghomi, de 63 anos, cidadão americano e iraniano, foi preso nos Estados Unidos sob a acusação de vender equipamentos de origem norte-americana para o Irã por mais de uma década.
  • A acusação aponta que Ghomi operava a empresa Faraz Pardaz Rayaneh (FPR), com sede em Teerã, para importar e exportar tecnologias de rede, segurança e criptografia para o mercado iraniano, violando sanções dos EUA.
  • Entre 2011 e 2015, ele usou contas no eBay e no PayPal para adquirir mais de quatrocentos equipamentos de rede, enviados originalmente a intermediários nos Emirados Árabes e depois ao Irã.
  • Em 2023, teria comprado diretamente de fornecedores em Minnesota e Nebraska, com envio passando por uma fachada nos Emirados Árabes antes de chegar à FPR.
  • Entre 2014 e 2018, Ghomi supostamente coordena o envio clandestino de mais de duascentas e cinquenta toneladas de equipamentos de rede ao Irã, ocultando o destino por meio de intermediários em Dubai; Ghomi permanece preso e deverá se apresentar em tribunal federal em Los Angeles.

Jamshid Ghomi, CEO de uma empresa de tecnologia da Califórnia, foi preso nos EUA sob acusação de fornecer equipamentos de origem norte-americana ao Irã, incluindo itens ligados a estruturas militares e ao programa nuclear. A prisão ocorreu nesta quarta-feira, 3 de junho, conforme informações do Departamento de Justiça dos EUA.

Segundo a acusação, Ghomi operava por meio da empresa Faraz Pardaz Rayaneh, com sede em Teerã, para adquirir e exportar tecnologias de origem americana para o mercado iraniano. O governo federal afirma que o esquema durou mais de uma década, burlando sanções e controles de exportação.

O DOJ descreve que Ghomi ocultava as transações por meio de empresas de fachada e documentação falsificada. A acusação sustenta que o empresário explorou os canais financeiros norte-americanos para movimentar equipamentos controlados até o Irã.

Além disso, o procurador Bill Essayli afirmou que Ghomi violou restrições comerciais dos EUA e forneceu tecnologia que poderia reforçar capacidades estratégicas do regime iraniano. O representante judicial ressalta o caráter lucrativo das operações.

De acordo com a acusação, entre 2011 e 2015 Ghomi comprou, por vias como contas pessoais no eBay e no PayPal, mais de 400 equipamentos de rede. Os itens teriam ido a intermediários nos Emirados Árabes Unidos antes de chegar ao Irã.

Entre 2023, Ghomi tería negociado diretamente com fornecedores situados em Minnesota e Nebraska. Os equipamentos seriam encaminhados por uma empresa de fachada nos Emirados Árabes e, depois, pela Faraz Pardaz Rayaneh.

Entre 2014 e 2018, a acusação sustenta que Ghomi coordenou o envio de mais de 250 toneladas métricas de equipamentos de rede ao Irã, utilizando intermediários em Dubai para ocultar o destino final. As autoridades não informaram detalhes adicionais sobre as cadeias logísticas.

Apenas Ghomi e a Faraz Pardaz Rayaneh não teriam autorização do Departamento do Tesouro para as transações investigadas. A investigação segue em curso para esclarecer a extensão das operações e os destinos das mercadorias.

Ghomi, que vive em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, permanece detido. O empresário deve comparecer a um tribunal federal em Los Angeles nesta quarta-feira. A defesa não apresentou posicionamento público até o momento.

Contexto e próximos passos

As autoridades destacam que o caso envolve violação de sanções dos EUA e possível impacto na segurança nacional. A Justiça não divulgou novas informações sobre cobranças específicas ou eventual pedido de fiança no momento.

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