- Alemanha, França e Reino Unido discutem um plano com Kiev para envolver a Rússia em negociações com a participação de ambos os lados, diante do impasse militar.
- Os três países avaliam que, com negociações lideradas pelos Estados Unidos paralisadas, há oportunidade de levar Putin à mesa de negociações.
- Zelensky pediu urgentemente mais sistemas Patriot e defesa aérea, enquanto a Rússia segue bombardeando cidades ucranianas.
- Críticos da negociação dizem que ainda não é hora de falar com Moscou e defendem ampliar a pressão com sanções e mais armas à Ucrânia.
- Fontes afirmam que o grupo E3 deve atuar junto aos Estados Unidos para levar a Rússia à mesa, diante de potenciais tensões econômicas e custos da guerra.
A Europa avalia uma nova tentativa de abrir negociações com Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia. Alemanha, França e Reino Unido estudam planos com Kiev para envolver a Rússia em um diálogo que leve ao fim do conflito, diante de uma percepção de mudança de momento.
Informantes próximos aos governos afirmam que as três maiores economias da região discutiram a possibilidade de conversas com participação de ambos os lados, e já trataram do tema com interlocutores ucranianos. As consultas ocorrem em meio ao impasse militar e à paralisação das negociações lideradas pelos EUA.
Com a negociação liderada pelos Estados Unidos estagnada, as forças russas acumulam perdas enquanto o ocidente observa sinais de resistência interna a Putin. Acima disso, ataques de drones em território russo aumentam a pressão sobre o Kremlin e fortalecem a percepção de que a negociação pode ser útil para evitar um novo ciclo de agressões.
Zelensky tem reiterado a necessidade de mais defesa aérea e sistemas Patriot, enquanto a Rússia intensifica bombardeios. O presidente ucraniano também vem pedindo maior pressão internacional sobre Moscou, citando a urgência de apoio ocidental para a defesa do país.
Críticos da possibilidade argumentam que ainda não há sinais de boa-fé de Putin e que as negociações atuais deveriam priorizar o aumento de armas e sanções. Avaliam que o papel europeu deve ser de cobrança, não de pedido, diante das dificuldades econômicas da Rússia.
Fontes próximas aos debates indicam que o E3 poderia colaborar com os EUA para trazer Moscou à mesa, destacando que o problema está em Moscou, não em Kiev. A ideia é manter o foco no objetivo de pressionar o Kremlin por meio de medidas também econômicas.
A Bloomberg trouxe, no início do mês, informações sobre alertas de insustentabilidade financeira na Rússia, com gastos de guerra apontados como desafio para a viabilidade de longo prazo. O governo russo, porém, informou que continuará fortalecendo o orçamento de defesa e buscando cortes setoriais.
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