- A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) enviou à Federação Internacional de Futebol (Fifa) uma carta questionando a entrega do Prêmio da Paz a Donald Trump, ocorrida em dezembro, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026 em Washington.
- A queixa foi aberta pela organização de direitos humanos FairSquare, que pede investigação sobre a origem do prêmio e possível violação das regras de neutralidade política da Fifa.
- A NFF afirma que a carta já foi enviada e que o tema gerou reações políticas, mas que a postura servirá de base para próximos passos após a Copa do Mundo.
- A presidente da NFF, Lise Klaveness, disse que outras federações apoiaram a denúncia formal, embora a manifestação tenha partido oficialmente da Noruega, e que Klaveness já defendia o fim do Prêmio da Paz da Fifa desde abril.
- A Fifa não comentou o caso até o momento; Klaveness criticou publicamente Infantino por se aproximar de líderes políticos para promoção da entidade.
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) enviou uma carta à Fifa questionando a premiação do Prêmio da Paz a Donald Trump, recebida em dezembro durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, em Washington. A denúncia foi aberta pela organização de direitos humanos FairSquare, que pede investigação sobre a origem da premiação e possível violação das regras de neutralidade política da entidade.
A presidente da NFF, Lise Klaveness, afirmou que a federação formalizou o apoio à queixa apresentada no fim de 2025. Ela disse que a carta já foi enviada e que acompanhará o caso após a Copa do Mundo, com respostas esperadas da Fifa. A dirigente mencionou apoio de outras federações, embora a iniciativa formal tenha partido da Noruega.
Contexto sobre a Fifa
Klaveness explicou que o tema envolve alegações de descumprimento do código de ética da Fifa por parte de Infantino e de dirigentes da entidade ao promover o prêmio e se posicionar politicamente. A crítica também aponta proximidade da Fifa com líderes políticos de países ligados ao Mundial, incluindo Estados Unidos, Rússia, Catar e Arábia Saudita.
A Fifa mantém posição de que o diálogo com chefes de Estado é essencial para a organização dos torneios, segundo a presidente da NFF. Ela informou que houve reunião com a Fifa no fim de semana, em Budapeste, para discutir o assunto e esclarecer a posição norueguesa.
A iniciativa ocorre após críticas anteriores de Klaveness a Infantino por adiamento do Congresso da Fifa de 2025 para acompanhar compromissos políticos com Trump e líderes do Oriente Médio. Na época, ela e outros dirigentes europeus protestaram publicamente contra a decisão.
Reação e cenário atual
A Fifa não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento. A presidente da NFF enfatizou a importância de transparência e de preservar a neutralidade institucional em eventos esportivos internacionais. O desdobramento dependerá de futuros comunicados oficiais e de eventuais investigações.
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