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Governo chinês nega trabalho forçado e critica manipulação dos EUA

China nega uso de trabalho forçado e critica manipulação dos EUA; tarifas podem atingir 59 países, com consulta pública até 6 de julho

EUA anunciou a conclusão de sua investigação sobre trabalho forçado em 59 países na 3ª feira (2.jun); na imagem, a porta-voz do governo chinês, Mao Ning
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  • A porta-voz Mao Ning, do Ministério das Relações Exteriores da China, rejeitou a conclusão da investigação do Representante Comercial dos EUA sobre uso de trabalho forçado na China, classificando-a como manipulação política.
  • O USTR informou em 2 de junho a conclusão de investigações que sugerem tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países para combater o uso de trabalho forçado, incluindo China e Brasil.
  • A medida não entra em vigor de imediato; há consulta pública até 6 de julho e audiência antes da implementação, com possíveis isenções para setores estratégicos como medicamentos, energia e minerais críticos.
  • Ning disse que não existe trabalho forçado na China e que o termo é usado como pretexto para manipulação política, defendendo diálogo e cooperação econômica entre as partes.
  • O governo dos EUA iniciou a investigação em 12 de março; a China já havia criticado a operação desde o seu lançamento, chamando-a de arbitrária.

A China rejeita as conclusões da investigação dos EUA sobre trabalho forçado e critica a manipulação de Washington. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que não há trabalho forçado na China e que o termo é usado como pretexto político. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (3 jun 2026).

Nesta terça-feira (2 jun 2026), o USTR anunciou a conclusão de investigações comerciais que, segundo a autoridade americana, identificaram uso de trabalho forçado na cadeia produtiva de 59 países para favorecer produtores locais. Entre os visados, segundo o USTR, estão China e Brasil. A medida prevê tarifas adicionais de 12,5%.

A implementação não é imediata. O governo dos EUA abriu consulta pública e receberá comentários até 6 de julho, com audiência antes da decisão final. Alguns setores estratégicos, como medicamentos, energia e minerais críticos, podem receber isenções.

Mao Ning ressaltou que cada país deve resolver questões econômicas por meio do diálogo, repetindo a linha do governo chinês desde o início da disputa tarifária em 2025. Segundo ela, guerras tarifárias não beneficiam nenhuma parte e as medidas unilaterais devem ser rejeitadas.

O governo americano iniciou a investigação em 12 de março. A China qualificou o processo como arbitrário e pediu que Washington foque no diálogo entre representantes comerciais para solucionar divergências de forma equitativa.

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