- EUA propõem tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros após conclusão de investigação comercial, alegando práticas brasileiras que oneram o comércio americano.
- The Guardian destaca que, apesar do superávit dos EUA, as exportações americanas para o Brasil cresceram cerca de 11% no ano anterior e atingiram 54,4 bilhões de dólares, enquanto as brasileiras caíram 5,7% para 39,9 bilhões de dólares; o desequilíbrio em serviços também favorece os EUA.
- O New York Times ressalta que a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 pode ser usada como instrumento mais duradouro para impor tarifas, com exigência de investigações país a país e consultas, mas com isenções previstas para alguns itens.
- A Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, decidiu que o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) por Trump extrapolou a autoridade, o que amplia o peso da Seção 301 para futuras tarifas.
- A Al Jazeera aponta que outros países, como China e Vietnã, também estão sob investigação; o Clarín destaca críticas de Lula a Flávio e Eduardo Bolsonaro, com analistas estimando impacto limitado devido às isenções comerciais.
O governo dos Estados Unidos propôs tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros, após concluir uma grande investigação comercial contra o Brasil. A iniciativa visa responder a práticas consideradas irrazões e onerosas ao comércio dos EUA.
A imprensa internacional repercutiu a possível medida. O Guardian destacou o superávit comercial americano com o Brasil e mencionou que a China tem sido o principal parceiro brasileiro. Dados apontam aumento das exportações americanas para o Brasil em 2023 e queda das brasileiras para os EUA.
O The New York Times enfatizou que o uso da Seção 301, em vez da antiga IEEPA, pode tornar as tarifas mais duradouras, com consultas e audiências prévias. Também citou que alguns produtos poderiam ficar isentos.
Repercussões e pontos-chave
Al Jazeera informou que outros países, como China e Vietnã, estão sob investigação, e que a decisão ocorre num momento de deterioração das relações Brasil-EUA após a visita presidencial recente a Washington.
O Clarín, na Argentina, destacou críticas de Lula a Flávio e Eduardo Bolsonaro, registrando que analistas veem impacto limitado, dado o número de itens isentos. O jornal também mencionou que Bolsonaro negou ter solicitado tarifas.
Entre na conversa da comunidade