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Lula: China reconheceu Brasil livre da febre aftosa como resposta aos EUA

Lula afirma que reconhecimento da China como livre de febre aftosa é resposta aos EUA; Brasil buscará novos parceiros se tarifas avançarem contra o país

O presidente Lula, durante reunião ministerial nesta quarta-feira, 3
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  • O presidente Lula disse que a melhor resposta aos EUA é a China reconhecer o Brasil livre de febre aftosa, após o anúncio de taxação de 25% sobre produtos brasileiros pelo USTR.
  • A China eliminou restrições à compra de carnes do Brasil, após duas décadas de negociação, liberando a carne brasileira.
  • Lula participou de reunião ministerial para definir estratégia de propaganda do governo nos últimos meses de mandato, com foco em programas como o Desenrola 2.0 e a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil.
  • O presidente afirmou que escreverá ao presidente dos EUA, Donald Trump, e pretende publicar artigos na imprensa americana e mundial para contestar a postura da Casa Branca.
  • Caso os EUA criem novas barreiras, Lula disse que o Brasil buscará novos parceiros comerciais e manterá a divulgação de minerais críticos, com necessidade de comunicação prévia com o governo antes de explorações.

A presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3, que a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa, como resposta à recomendação de taxação de 25% sobre produtos brasileiros pelos EUA. A declaração ocorreu em reunião ministerial em Brasília.

A China liberou a compra de carnes brasileiras, encerrando restrições em regiões do país. A decisão veio um dia após o anúncio do escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre a taxação. A liberação ocorre após duas décadas de negociação bilateral.

A equipe presidencial destacou que o movimento chinês é visto como a melhor resposta aos EUA, já que o país asiático incluiu o Brasil entre os livres da febre aftosa, ampliando o mercado para a carne brasileira.

Nova estratégia e parcerias

Lula enfatizou que a reunião serviu para alinhar a comunicação de programas de governo nos meses finais do mandato, com foco em ações de propaganda que apoiem a campanha de reeleição, tais como o Desenrola 2.0 e a isenção do IR para quem ganha até 5 mil.

O presidente afirmou que não irá ao G7, na França, mas participará do encontro de lideranças globais para tentar manter a organização entre as potências. Ele também disse que pretende responder à medida dos EUA com ações diplomáticas.

Além disso, Lula informou que enviará uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, e planeja publicar textos na imprensa americana e internacional para contestar a postura de Washington. Mantida a estratégia de buscar novos parceiros comerciais caso as barreiras persistam.

O chefe do Executivo indicou ainda que, no âmbito de minerais críticos, é necessário avisar o governo brasileiro antes de iniciar qualquer exploração, para evitar conflitos e assegurar alinhamento com as políticas nacionais.

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