- Lula confirmou ida à cúpula do G7 na França, pela décima vez, como líder convidado do país anfitrião, em Evian, de 15 a 17 de junho.
- O G7 reúne sete grandes economias, e o Brasil não é membro, mas costuma ser convidado como emergente.
- O presidente disse que precisa colocar ordem na casa e combater o desmonte do multilateralismo e a desvalorização das instituições.
- Lula participou pela primeira vez em 2003; voltou em edições posteriores e foi convidado de 2023 a 2026.
- Nesta edição, além do Brasil, foram convidados Índia, Quênia, Coreia do Sul e Síria.
Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira a sua ida à cúpula do G7 na França, marcada para 15 a 17 de junho em Evian. O presidente participará como líder convidado, em uma edição que reunirá as sete maiores economias e convidados especiais.
O Brasil não integra o grupo, mas vem sendo chamado como participante especial em várias edições desde 2003. A edição deste ano traz Índia, Quênia, Coreia do Sul e Síria como países convidados, além dos líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e França.
Acompanhando a decisão, auxiliares destacam que as participações internacionais frequentes ajudam a projetar a defesa da soberania nacional. Lula já defendeu a ideia de manter uma atuação voltada a preservar instituições multilateralistas diante de mudanças no cenário global.
Historicamente, o Brasil participou do G7 em participações pontuais, o que contrasta com a atuação de outros governantes nos últimos 20 anos, quando o grupo teve menos presença brasileira. A presença de Lula em Evian ocorre em meio a um momento de tensões diplomáticas e debates sobre políticas comerciais globais.
No plano político, o governo tem adotado uma linha de comunicação que associa o tema à soberania econômica do país. O contexto inclui disputas de tarifas e a relação com atores internacionais que influenciam decisões comerciais e diplomáticas.
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