- Lula afirmou, em reunião ministerial, que o Brasil defenderá paz, democracia e multilateralismo nas relações internacionais.
- Disse não desejar guerra com Estados Unidos, China, Bolívia ou Uruguai e que guerras surgem quando há traição à pátria e desrespeito às instituições democráticas.
- Enfatizou que respeita o voto americano, pediu reciprocidade em relação às eleições brasileiras e afirmou que não foi eleito imperador da América Latina.
- Pediu que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas atuem de forma mais ativa em soluções diplomáticas, alertando para riscos de escalada e uso de armas nucleares.
- Anunciou que enviará nova carta a Donald Trump e continuará publicando artigos na imprensa internacional para defender a posição brasileira.
Durante reunião ministerial desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Brasil defenderá a paz, o fortalecimento da democracia e o multilateralismo nas relações internacionais. O objetivo é evitar conflitos e promover cooperação.
Lula criticou atitudes de setores que, segundo ele, prejudicam interesses nacionais, classificando-as como traição à pátria em contextos históricos. Ele destacou que não busca confrontos com nenhum país, enfatizando o dialogo institucional.
O presidente ressaltou que não deseja guerra com os Estados Unidos, a China, a Bolívia ou o Uruguai. A prioridade é demonstrar que a convivência pacífica depende do fortalecimento das instituições democráticas e do multilateralismo.
Ao mencionar Donald Trump, Lula disse que respeita o voto popular norte‑americano, mas cobrou reciprocidade no reconhecimento do resultado das eleições brasileiras. Questionou, ainda, a ideia de Imperador da região ou do mundo.
ONU e soluções diplomáticas
Durante o discurso, Lula pediu que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU atuem com maior diligência na busca de soluções diplomáticas para conflitos atuais. Ele afirma que a paz global depende dessa participação.
O presidente chamou atenção para o risco de escaladas militares e uso de armas nucleares, afirmando que guerras unilaterais não beneficiam ninguém e podem destruir o planeta.
Lula reforçou o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e com a defesa da paz, do progresso e do desenvolvimento. Ele reiterou a posição de evitar conflitos e buscar soluções pacíficas.
O chefe do Executivo informou que enviará uma nova carta a Trump e continuará publicando artigos na imprensa internacional para defender a visão brasileira. A mensagem é de insistência na paz como prioridade.
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